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Coronavírus fecha igrejas e adia cerimônias em Jundiaí

Nathália Sousa | 21/03/2020 | 05:02

Os encontros nas igrejas católicos e nos templos evangélicos precisaram ser suspensos para evitar aglomerações de pessoas e muitas pessoas que já tinham encontros marcados, como casamentos e batizados, precisaram se adequar às exigências.

Segundo o presidente do Conselho dos Pastores de Jundiaí (Compas), Ademir Guido Júnior, de 50 anos, tem havido orientação aos fiéis para seguirem as diretrizes do Comitê de Crise da Prefeitura de Jundiaí. “Cada igreja é individual, mas a gente tem observado que a maioria das igrejas suspendeu os cultos presenciais e feito transmissão pela internet. Eu tinha um casamento comunitário para abril e foi adiado”, comenta.

O padre Milton Rogério Vicente, de 35 anos, assessor de imprensa da Diocese de Jundiaí, além de Jundiaí há outras 11 cidades sob a jurisdição da Diocese e todas receberam um comunicado do bispo Dom Vicente para a suspensão das celebrações presenciais. “Na última quinta-feira (19) começou a valer o ofício enviado pela prefeitura com a recomendação do fechamento das igrejas. A partir daí, as igrejas e a própria diocese começaram a utilizar os sites e as redes sociais para se comunicarem com os fiéis durante o isolamento.

“O bispo gravou um vídeo com a mesma oração que o papa fez, de esperança para os fiéis, que foi enviado por lista de transmissão do WhatsApp. A maior parte dos padres pertence ao grupo de risco e a medida de isolamento é para a segurança de todos.”

Mas com a determinação do cancelamento dos cultos religiosas, as cerimônias, entre elas, de batizado e de casamento, tiveram que ser adiadas. A enfermeira Thiara Verena dos Santos, de 34 anos, é mãe do bebê Arthur, que seria batizado no próximo sábado (28). “Eu tinha a certeza de que o isolamento já pudesse acontecer a qualquer momento. Agora vamos reagendar para o final do ano.”

A cerimonialista Lívia Rossi, de 34 anos, precisou adiar todos os casamentos para agosto. “A princípio, adiar o sonho do casamento foi triste e frustrante para muitos casais, mas, diante do cenário eles foram compreensivos com a alteração de datas”, revela Lívia.

O casal Bruna Fernandes Silva, de 32 anos e Alano Moura Estanisvau, de 33 anos, terá que aguardar para subir no altar. Alano é médico e está atuando nos hospitais de Jundiaí, por isso, precisa redobrar os cuidados. A cerimônia foi transferida para agosto. “Esta data será melhor para todos”, diz Bruna.

Outro casal na mesma situação é Lucas Mageto, de 30 anos, e Tatiane Pinardi Costa, de 33 anos. O casamento estava marcado para maio, mas decidiram por bem renegociar a data para novembro. “Faríamos uma viagem para Itália, mas devido à situação do país europeu, a viagem não seria possível e o casório também não”, diz Lucas.

Padre Milton Vicente não verá os fiéis pessoalmente durante algum tempo

 

O casal Lucas Mageto e Tatiane Costa precisou adiar o momento do “sim”


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