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Cortar carboidrato da refeição para perder peso é mais um mito

COLABORAÇÃO DE GRAZIELLY NEVES | 28/04/2019 | 05:04

Manter a forma, adotar um estilo de vida saudável e cuidar da saúde foram os principais motivos que levaram a psicóloga Denise Molino, 63, a cortar de seu cardápio noturno alimentos como pães, doces, carne, feijão e fritura.

A especialista, que hoje se encontra com 62 quilos, afirma estar com o peso ideal para a sua altura, mas que procura sempre se manter saudável. “Nunca tive uma preocupação explícita com emagrecer, mas sim em me manter saudável. Ganhei de bandeja um bom metabolismo”.

Para isso, Denise passou a preferir alimentos de fácil digestão, como sopas, saladas e frutas no jantar e fazer a refeição mais cedo, por volta das 20h. “Após esse horário modifico significativamente a quantidade e tipo de alimento que vou ingerir. Quando fico no consultório até mais tarde janto uma sopa ou uma salada de folhas, tomates e queijo branco”.

Além das mudanças nos hábitos alimentares, a psicóloga também incluiu em sua rotina práticas de atividades físicas como yoga e pilates. Como resultado, passou a experimentar melhores noites de sono e mais energia e disposição para o dia a dia.

A busca pelo emagrecimento e melhora na qualidade de vida leva milhares de pessoas a adotarem dietas restritivas. Eliminar o jantar do cardápio ou cortar certos tipos de grupos alimentares da refeição, como os carboidratos por exemplo, é uma das técnicas mais conhecidas e aplicadas por quem está em busca de um novo padrão. Mas, afinal, jantar engorda?

Segundo a nutricionista Karelin Cavallari, de 31 anos, nem sempre a alimentação noturna está relacionada com o ganho de peso. A especialista afirma que isso pode acontecer devido ao que chama de balanço de calorias, ou seja, ingerir mais do que gastar. “Isso pode acontecer ao longo do dia ou no período noturno. O que acontece com frequência é que as pessoas comem muito pouco ao longo do dia e têm eventos de compulsão à noite e associam esse consumo noturno com o ganho de peso.”

Cavallari ainda explica que cortar o carboidrato da refeição, a fim de emagrecer, é um verdadeiro mito. “O consumo adequado em quantidade e qualidade de carboidrato a noite é recomendado, inclusive, para poupar massa muscular e melhorar qualidade do sono.”

Para a especialista, o ideal é respeitar o ciclo circadiano, indo dormir entre 21 e 22h. “Para isso, o ideal seria fazer a última refeição em torno de 1-1:30h antes do sono”. Além disso, a nutricionista recomenda uma refeição composta por vegetais, raízes ou cereais e leguminosas, tofu ou peixe como fonte de proteína, não recomendando uma dieta restritiva. “O ideal é fazer uma refeição noturna mais leve, de fácil digestão para facilitar o funcionamento do organismo e a qualidade do sono.”

Karelin também afirmou que só maneirar no jantar não é suficiente. “É importante olhar para todas as refeições do dia. Se o jantar for o ponto de maior desequilíbrio, aí olhar apenas para ele vai trazer resultado, contanto que não passe a compensar nas outras refeições.” A psicóloga hoje pesa 62 quilos e prefere alimentos mais leves e de fácil digestão no jantar.

ALIMENTACAO  DENISE MOLINO


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