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CPTM cancela restauro para reduzir custos

KÁTIA APPOLINÁRIO | 21/02/2020 | 05:00

O restauro previsto para o Complexo da Estação Ferroviária de Jundiaí não acontecerá tão cedo. Isso porque a licitação que previa a contratação de uma empresa para realizar a reforma da estrutura foi encerrada. A informação foi divulgada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), órgão que administra o sistema ferroviário. A alegação para este cancelamento, segundo nota enviada pela CPTM, é que a proposta inicial de reforma previa a implantação de uma estação provisória para atender os passageiros durante as obras e, somente para esta instalação, seria necessário um investimento de R$4,5 milhões. Por conta disso, houve uma mudança da estratégia visando reduzir os custos da operação.

Após o encerramento da licitação apenas o telhado e uma das salas operacionais serão restauradas, além de pequenos reparos na atual passarela. O novo projeto envolverá um investimento de R$8 milhões porém não há previsão desta execução, uma vez que o edital deste novo projeto ainda está sendo elaborado.

De acordo com Departamento de Patrimônio Histórico da Unidade de Gestão de Cultura, órgão da Prefeitura de Jundiaí, o projeto inicial de restauração da Estação de Jundiaí foi aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac). Divulgado na imprensa oficial em outubro de 2019, o projeto previa a instalação de uma cobertura de vidro sob as plataformas, bem como a instalação de dois elevadores com vista panorâmica e uma cafeteria onde hoje é a casa do chefe da estação. Isso tudo mantendo as características originais da estrutura, devido à sua importância histórica e à sua irreverência arquitetônica.

Enquanto nada acontece, o sentimento entre os passageiros é de reprovação. Adeline Moura, além de ser usuária assídua do trem como meio de transporte, também é professora de história e reconhece que o patrimônio histórico precisa de mais respaldo. “A estação possui uma arquitetura inglesa que deveria ser preservada assim como é feito na Estação da Luz em São Paulo. Em meados de janeiro eu participei de um protesto ao lado de alunos e professores que defendiam a reforma.”

O aposentado Jurandir Matos Barbosa, de 62 anos é morador de Francisco Morato e utiliza o trem para chegar até sua casa. “Conheço essa estação há 40 anos e nada mudou. Já está mais do que na hora de ser feito um bom reparo”, reitera. A pintura degradada, os telhados com vários pontos de infiltração e as madeiras apodrecidas somente reforçam o comentário dos passageiros.

Por conta da degradação do telhado e da reforma que seria realizada em breve no local, a plataforma 1 da estação está interditada, e para embarcar no trem, os usuários devem realizar o cruzamento até a plataforma 2. Ainda de acordo com a CPTM, a estação não oferece riscos para a segurança dos passageiros e o restauro completo deverá ser englobado no processo de concessão da Linha 7- Rubi, que liga Jundiaí ao Brás.


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