Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Motoristas de aplicativos terão que pagar taxas que chegam a R$ 467

SIMONE DE OLIVEIRA E THIAGO AVALLONE | 07/08/2019 | 05:01

Logo após o anúncio da Unidade de Gestão de Mobilidade de Transporte (UGMT) de que os motoristas que realizam transporte por aplicativo devem se registrar no Cadastro Fiscal Mobiliário (CFM) e, consequentemente, pagar as taxas referentes a profissionais autônomos, muitas dúvidas e reclamações surgiram por parte dos profissionais.

Com o registro, o motorista que deseja exercer a atividade de forma regulamentada deve arcar com um custo de R$ 467,19 no ano, equivalente a R$ 39 por mês: até agora 21 mostraram interesse. Para o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos de Jundiaí e Região (Amjur), Djan Schettino, a resolução irá, de fato, ajudar aqueles profissionais que dependem 100% da profissão. O cadastro deve ser feito com mais regularidade daqui para frente.

Segundo ele, de acordo com o último censo feito no ano passado, os motoristas de aplicativos chegavam a 2,5 mil na região do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), sendo 500 só em Jundiaí. Agora as empresas Uber, Five, 99 e Number estão autorizadas a atuar como Operadoras de Tecnologia de Transporte no município.

“Nós somos motoristas de aplicativo e não funcionários de uma ou de outra empresa específica. Elas não são fontes pagadoras e sim os passageiros. Por isso nossa atividade requer um cadastramento na prefeitura, somos autônomos. O aplicativo não é profissão e sim a forma para chegarmos ao passageiro, somos motoristas particulares”, explica Schettino.

Ele concorda que haverá muita resistência por parte dos motoristas, mas lembra que as taxas não foram criadas apenas para eles, já existiam. Caberá agora saber quem de fato deseja trabalhar regularizado. “Agora serão necessárias as vistorias, carros mais novos, enfim, mudanças devem acontecer, mas irão garantir a segurança do motorista e também dos usuários”, diz o presidente.

Há dois anos trabalhando em aplicativos de transportes, Anderson Luiz, 42 anos, diz que ainda não foi bem informado sobre os termos para a regulamentação, mesmo assim é a favor. Ele acredita que dessa forma será beneficiado e poderá trabalhar tranquilo. “Prefiro pagar as taxas e andar certinho do que andar irregular, como se estivesse fazendo algo de errado e ainda correndo o risco de ser autuado”, comenta o motorista.

Em grupos de colegas de trabalho, Anderson conta que o tema ainda é levado na brincadeira e muitos alegam que já ganham muito pouco para terem que pagar mais taxas e por isso não irão se regularizar. O motorista não concorda e acredita que a princípio alguns verão com maus olhos as taxas que serão pagas, porem logo irão perceber que serão pequenas perto das melhorias. “Com a regulamentação e a obrigatoriedade em pagar as taxas, pode ser que os motoristas que caíram ali de paraquedas melhorem as condições de trabalho e o atendimento aos clientes”, avalia.

Quem não se regularizar como motorista de aplicativo corre o risco de ser multado em fiscalização.


Leia mais sobre |
Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/credenciados-terao-que-pagar-taxas-que-chegam-a-r-467/
Desenvolvido por CIJUN