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Criança de nove anos foge da escola e mãe não é informada

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 10/04/2019 | 05:05

Uma criança de 9 anos saiu sozinha da Emeb Maria Angélica Lourençon, localizada no Bairro Corrupira, e foi brincar no parque. Na metade do mês de março Miguel Rocha Pinheiro, aluno de inclusão por ter síndrome de down, fugiu do local pelo portão que estava aberto e foi encontrado por um homem, brincando sozinho no Parque do Corrupira.
A mãe do menino, Regiane Pinheiro registrou um Boletim de Ocorrência contra a escola pois nenhum funcionário informou o que havia acontecido. “Eu fiquei sabendo que o Miguel tinha saído da escola apenas alguns dias atrás quando a mãe de um colega dele perguntou para a minha mãe (avó de Miguel) como ela estava se sentindo em relação à segurança do meu filho. Na hora não entendemos pois não sabíamos de nada. A escola omitiu o ocorrido”, conta. Regiane afirma que ficou indignada com a falta de consideração por parte da escola. “Eu não recebi nem um pedido de desculpas. Aconteceu com meu filho mas poderia ter acontecido com qualquer outra criança. Uma escola infantil não pode deixar os portões abertos dessa maneira”, desabafa. De acordo com o que Miguel contou para a mãe, ele saiu da escola pois não achou que seria errado, já que é comum as professoras realizarem piqueniques no parque com as crianças.
A mãe conta que desde que descobriu o que havia acontecido não deixou Miguel voltar aos estudos. O menino está afastado há uma semana. “Ele está triste. Gosta dos amigos e professores mas não vou deixar ele voltar para um lugar onde não se preocupam com a segurança de uma criança. Quero que meu filho vá para outra escola”, afirma.
Somente na segunda-feira (8) a Secretaria de Educação entrou em contato com Regiane, alegando que a história não ocorreu do jeito que chegou aos ouvidos da mãe. “Disseram que o portão realmente estava aberto e meu filho saiu correndo mas, na versão deles, as professoras correram atrás e impediram que ele fosse longe. As mães das outras crianças desmentem essa versão. Todas disseram a mesma coisa. O Miguel saiu, foi para o parque e os funcionários ficaram procurando até que um homem o achou e levou de volta para a escola”, relata. Regiane solicitou as imagens das câmeras de segurança para poder confirmar qual versão da história é verdadeira porém, ainda não obteve resposta.
Em nota, a Unidade de Gestão de Educação (UGE) informa que os funcionários da unidade escolar estão orientados quanto à necessidade de monitorar o Miguel. No dia do ocorrido, durante a chegada do caminhão da merenda, o menino acessou a área externa do prédio da escola, mas foi alcançado segundo relatos de servidores ainda no parque, que fica atrás da escola. Além da equipe escolar, o diálogo com os pais do aluno também foi formalizado pela própria Unidade de Educação, como forma de prestar esclarecimentos sobre a ocorrência e se colocar à disposição para qualquer necessidade.

ALUNO  COM SINDROME DE DOW QUE FUGIU DA ESCOLA REGIANE PINHEIRO


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