Jundiaí

Cuidar da autoestima é fundamental


ACESSORIOS PARA DOENTES DE CANCER PERUCAS PERUCA NATALIA REBULO
Crédito: Reprodução/Internet
Perucas, cabelos sintéticos, lenços e chapéus são fundamentais para levantar a autoestima de pacientes com câncer. As mulheres que são diagnosticadas com algum tipo da doença precisam aprender a lidar com o tratamento e com as consequências. Um dos principais efeitos colaterais é a perda de cabelo. E como uma mulher que desde pequena está acostumada a cuidar de seus longos fios faz para conviver com esse dilema? A jovem Natália Rebulo, de 20 anos, vive a batalha diária contra com câncer desde os 10 anos, e hoje já tira de letra o fato de ter pouco cabelo. “Eu busco sempre me sentir confortável comigo mesma, renovar para me ver diferente. Eu gosto do meu cabelo, gostei dele assim, quase totalmente raspado. Assumi a careca”, explicou Natália, que estava com corte de cabelo estiloso e com seu chapéu preto preferido. Rose Rébulo, mãe de Natália, explica que sua filha sempre soube lidar com as consequências dos seus tratamentos, e que muitas vezes era mais difícil para ela (a mãe) do que para a própria filha. ”Ela é muito forte. Sempre se aceitou como é. Os apetrechos no cabelo ou o tipo do corte até exaltam a sua beleza”, falou a mãe. De acordo com Maria de Lurdes Santos Pacheco, assistente social da Associação Brasileira de Assistência às Pessoas com Câncer (Abrapec) há mais de 10 anos, o emocional e a autoestima são fatores principais para ajudar a recuperação dos pacientes, por isso é importante que se sintam bem e gostem de si mesmo. Por tanto, os adereços são de total importância para levantar a confiança dessas pacientes que travam um embate difícil com a doença. “Queremos acolher e auxiliar principalmente na questão da autoestima, porque sabemos que perder a mama e o cabelo não é fácil” explica a assistente social. “O câncer de mama requer muita atenção, até porque a cada 100 mil mulheres, 56 mil têm a doença. É muito importante que elas tenham força e confiança para continuar lutando contra a enfermidade. Além dos adereços, hoje com a evolução da ciência, podemos até reconstruir a mama, o que faz muita diferença para as mulheres. Das pacientes que passam aqui na Abrapec, 80% fizeram a reconstrução”, conta. Tarcísio Guimarães, de 23 anos, trabalha no Centro de Jundiaí em uma das lojas especializadas em acessórios utilizados por pacientes com câncer, relata que diariamente atende diversas mulheres. “A gente recebe todos os tipos de clientes, algumas tranquilas procurando a melhor opção para ficar bem, outras que ainda não aceitam muito bem a ideia. Algumas ainda choram aqui. Temos deaprender a lidar com um assunto tão delicado.”

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