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Cultivar plantas e flores também é uma terapia

Daniele Silva - dsilva@jj.com.br | 11/03/2018 | 05:50

Portadoras de diversos aromas e perfumes, cores e tons, textura e estrutura, plantas e flores roubam a atenção de muitos apreciadores por sua beleza exuberante. Além de conferirem vida por toda Jundiaí, muitas delas acabam por ocupar não só espaços nas áreas públicas da cidade como também no coração de quem as cultiva.

Dona de mais de quarenta orquídeas em sua residência, a técnica em contabilidade Eloisa Helena, de 59 anos, se declara fã de carteirinha quando o assunto colocado em pauta é o fascínio por flores. Espalhadas dentro da casa, garagem e varanda, as orquídeas são prioridade na rotina de Eloisa e recebem muitos mimos e carinhos.

“De manhã quando levanto olho vaso por vaso, porque minhas meninas precisam de atenção. Cultivá-las é mais do que um simples hobby, já é uma paixão, então as trato da melhor maneira possível”, afirma.
Eloisa explica que o interesse por plantas surgiu quando ganhou da irmã em seu aniversário, uma muda de orquídea e desde então não parou mais de admirá-las. “As orquídeas que tenho são maravilhosas, mas sempre procuro comprar mais para aumentar minha ‘coleção particular’ e dividir meu amor”, diz.

Suculentas

Compartilhando do mesmo fascínio, a aposentada Rosane Meirelles, de 57 anos, encontrou no cultivo de suculentas o caminho para uma aposentadoria pacífica e estável. Desde 2012, ela cria algumas espécies da planta e, a paixão pelas suculentas virou também um trabalho.

Rosane promove cursos em seu ateliê, ensinando aos alunos os cuidados básicos a respeito do cultivo da planta, além de confeccionar adornos que conferem às plantas uma identidade própria. “Quando se trabalha com o que se gosta a atividade nem parece realmente uma obrigação, mas sim diversão”, comenta.
De acordo com Rosane, as suculentas são plantas originárias do deserto, logo são mais resistentes e não necessitam de muita água, sendo fácil de cuidar.

Melhores amigas

Se o cachorro é apontado como o companheiro inseparável do homem, as plantas e flores são as melhores amigas da professora de biologia Celina Zanatta, de 65 anos.

Amante da natureza por forte influência do avô, Celina vê como terapia a arte de cuidar e amar suas plantas e para ela nada é mais renovador do que chegar em casa após um dia estressante de trabalho e poder admirar, e até conversar, com as flores de seu jardim.

“Tenho violetas, orquídeas, samambaias, suculentas e converso com todas elas, que me ouvem pacientemente. Cada uma tem um apelido e um lugar garantido no meu coração. Quando as vejo floridas minha felicidade é tanta que as encho de beijos e elogios”, declara ela. Cercada de muita variedade, Celina comenta que conviver com plantas é uma das escolhas mais assertivas de sua vida e que seu maior sonho é ter um orquidário.

Segundo a terapeuta Rose Nassif, o cultivo de plantas oferece sensações calmantes, já que as pessoas se concentram na prática do plantio e acabam esquecendo dos problemas externos que lhe causam ansiedade. Assim, cuidar de plantas pode ser terapêutico. “O contato com a natureza faz com que o indivíduo se desconecte dos problemas que o afligem, propiciando um estado de tranquilidade”, explica.


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