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Pacientes curados de coronavírus comemoram recomeço

Kátia Appolinário | 05/05/2020 | 05:08

Diante de tantas mortes registradas pelo covid-19, cada caso curado merece ser celebrado. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura Municipal de Jundiaí, a cidade contabiliza 79 munícipes curados.

Um destes casos é do eletricista Zenilton Correia da Silva, de 67 anos, entrou para essa estatística ao deixar o Hospital São Vicente (HSV) após uma luta de 25 dias contra o covid-19. Hipertenso, ele chegou a pensar que não voltaria para a casa. “A princípio tive febre e uma leve dificuldade para respirar. Como não correspondia aos critérios básicos, não fui fazer a triagem, mas nos dias seguintes eu piorei. Eu mal conseguia fazer os serviços de casa e pedi para minha filha me levar ao Pronto-Atendimento”, relembra.

No mesmo dia, ele foi encaminhado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do HSV. “Dos 25 dias que eu fiquei internado, 15 eu fiquei entubado na UTI. Tive alucinações e não me lembro muito bem pois estava sedado. Só entendi a gravidade do que eu passei nos últimos dias, quando eu acordei”, reforça.

Se recuperar de uma doença que tem matado milhares deu um fôlego para o eletricista. “Deus me deu uma nova chance de recomeçar. Agradeço muito também aos meus companheiros da comunidade Nova Jerusalém que oraram incessantemente para que eu me recuperasse”, compartilha.

Quem também conseguiu driblar o coronavírus foi o policial militar rodoviário do 4º Batalhão, Nilton Cesar Vitor dos Santos, de 48 anos. Ele conta que teve contato com alguns colegas de trabalho que tiveram sintomas, e que em seguida também passou a apresentar tosse seca e muito cansaço. “Dei entrada no Hospital da Polícia Militar, fiz uma bateria de exames e foi constatado que eu estava com uma inflamação havia acometido 60% do meu pulmão”, conta.

Após três dias com febre e ofegante, ele foi ao Posto de Saúde de Cajamar, cidade em que mora, e foi encaminhado ao hospital da cidade. “No posto fizeram um primeiro teste para covid-19 e o resultado foi negativo. Em seguida, ao chegar no Hospital de Campanha fizeram um outro tipo de teste, um pouco mais invasivo, e então constataram que eu estava infectado”, relembra.

Já no hospital, ele não estava bem. “Eu não conseguia respirar e foi necessário me colocarem sob ventilação mecânica. Foi então que fizeram em mim mais uma bateria de exames, além da entrada de medicações como antibióticos e cloroquina. Após seis dias internado, comecei a respirar sem respiradores. Pouco a pouco fui me restabelecendo”, conta.

No total, Santos ficou nove dias no hospital, seis deles com o auxílio de oxigenação. Agora, curado e agradecido, o policial comemora. “Eu sou mais um dos que venceram o inimigo invisível”, diz.


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