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DAE diz que represa na fazenda Ribeirão não prejudicará parte histórica

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 21/02/2019 | 18:25

Um abaixo-assinado online, elaborado pelos proprietários da Fazenda Ribeirão, está mobilizando os jundiaienses contra um decreto da Prefeitura de Jundiaí que determina a desapropriação da área ocupada pela fazenda para a implantação de uma represa para abastecimento de água pela DAE. A empresa, porém, informou que a área desapropriada corresponde a cerca de um terço da propriedade e que sua parte história será preservada.

O decreto nº 28.024 foi publicado na Imprensa Oficial do município no dia 15 de fevereiro. Segundo o documento, a propriedade localizada na av. Luiz José Sereno foi declarada como área de utilidade pública para que seja ali implantado um sistema de abastecimento de água para o bairro do Caxambu.

O abaixo-assinado, porém, lembra que o local é importante para a história da cidade. “Tal ato destruirá a fauna e vegetação do local bem como essa fazenda histórica que existe desde 1885”, diz o texto da petição. Com mais de 200 anos de história, a propriedade foi cenário do filme “Casinha Pequenina”, de Mazzaropi, e mais recentemente (2018) do documentário do Diretor Juliano Pozzati “Quando lembro de Chico”, sobre Chico Xavier.

Atualmente, a fazenda atua na área de atividades recreativas culturais, voltada para conscientização e preservação ambiental, além de projetos de Ecoturismo Pedagógico, desenvolvido de acordo com as necessidades e interesses de cada grupo ou grade curricular da instituição de ensino.

A reportagem entrou em contato com a DAE pedindo mais esclarecimentos sobre o projeto de abastecimento. Em nota, a empresa afirmou que a fazenda não deixará de existir. “A área total da fazenda é de 657.172,36 m² e será desapropriada uma área de 216.978,28 m², que não inclui a parte histórica do local, preservando sua memória”, diz o comunicado.

A DAE ainda informa que o projeto não colocará em risco a fauna e flora do local. “Antes da construção da represa, será realizado o EIA RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), que vai tratar do levantamento de possíveis danos resultantes da represa e quais as medidas mitigatórias para a recuperação dos mesmos, assim como o levantamento das questões históricas e arqueológicas que envolvem a região. A DAE salienta ainda que todos os projetos e ações realizados pela empresa são embasados e realizados por técnicos e empresas competentes e capacitados. Além disso, todas as normas municipais, estaduais e federais são seguidas.”, diz o texto.

A empresa diz que Jundiaí não é um município rico em mananciais de superfície e que a definição da área da Fazenda Ribeirão Ermida e das demais represas ocorreu virtude do posicionamento estratégico das mesmas e pelo aporte de recursos hídricos que, somados, contribuirão para o abastecimento futuro da cidade. A represa faz parte de um conjunto de represas que serão construídas na cidade para garantir o abastecimento da região do Vetor Oeste, cujo custo total é estimado em R$ 300 millhões.

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Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/dae-diz-represa-na-fazenda-ribeirao-preto-nao-prejudicara-parte-historica/
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