Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

De coxinha a caipirinha, Jundiaí inova na preparação de coquetéis

Guilherme Barros | 08/12/2019 | 09:00

Que Jundiaí é a terra da coxinha de queijo todo mundo está careca de saber. A comida é tão enraizada na cidade que virou até patrimônio imaterial. As lanchonetes disputam todos os anos quem tem a melhor da cidade. Mas é um outro – e bom – produto que tem chamado a atenção pelas suas excentricidades: a caipirinha.

Foi de uma festa junina que nasceu uma combinação exótica de uma delas. A caipirinha de paçoca, exclusividade do Porto Beer Garden, é bastante consumida principalmente por mulheres. “Ela é docinha e dá uma quebrada no álcool, por isso atrai mais as mulheres. A decoração de chocolate nas bordas também ajuda. Depois da de limão, é a que mais sai. A gente faz com cachaça e também com vodka, conta um dos proprietários do espaço, Jota Leão.

As hortaliças também chegaram ao universo dos coquetéis. O bar Talagada resolveu fazer duas combinações: uma leva rúcula, lima da pérsia e cachaça Seleta. “A gente achou que esta tinha uma combinação perfeita e acertamos. Os clientes vêm para beber exclusivamente”, diz o bartender do espaço, Kleber Alexandre Guido.

Quem quer algo mais apimentado também pode se animar. O local também prepara outra bebida feita com base de cachaça. “Esta outra leva, além da cachaça, rapadura e pimenta dedo-de-moça, também muito procurada”, completa o profissional.

O jundiaiense que costuma falar “que vai na cidade” quando vai ao Centro está autorizado a chamar de “caipirinha” os drinks que envolvem os destilados com açúcar, mas os bares não podem. O decreto 4851, de 2003, determina que “caipirinha é a bebida típica brasileira, com graduação alcoólica de quinze a trinta e seis por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida exclusivamente com cachaça acrescida de limão e açúcar”. O trecho foi extraído do artigo 4º.

De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça, a história da caipirinha começa por volta de 1918, no interior do estado de São Paulo. Nela, a caipirinha como conhecemos hoje teria sido criada a partir de uma receita popular feita com limão, alho e mel, indicada para os doentes da gripe espanhola. Como era bastante comum colocar um pouquinho de álcool em todo remédio caseiro, a fim de acelerar o efeito terapêutico, a cachaça era sempre usada. Até que um dia alguém resolveu tirar o alho e o mel. Sorte a nossa.

 


Leia mais sobre | |
Guilherme Barros
Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/de-coxinha-a-caipirinha-jundiai-inova-na-preparacao-de-coqueteis/
Desenvolvido por CIJUN