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De dog walkers a pet sitters, novas maneiras para faturar

Nádia Antunes | 01/08/2020 | 05:30

Cuidar dos animais de estimação, dar carinho e atenção são atribuições que fazem parte da rotina dos donos que escolheram adotar um bichinho como companhia, mas nem sempre é possível dedicar tempo integral para os animais de estimação. Foi exatamente pensando nesta lacuna, que algumas pessoas resolveram se especializar em cuidar da rotina dos animais.

Conhecidos como dog walker ou pet sitter, as profissões se intensificaram ainda mais durante a pandemia, principalmente pelo fato do proprietário precisar oferecer qualidade de vida para seu animal.

O pet sitter, por exemplo, é o profissional que cuida do animal de estimação de terceiros, na residência dos proprietários, enquanto os donos não estão em casa. Há seis anos, Adriana Valezin, de 45 anos, resolveu se tornar uma pet sitter. Por ser um trabalho que exige uma relação de confiança entre animal e tutor, ela confessa que antes de firmar o contrato, é preciso conhecer de perto o animal. “Antes de iniciar o trabalho eu faço uma visita inicial para conhecer melhor a rotina. Feito isso, eu passo a realizar duas visitas diárias de 45 minutos cada para cuidar da alimentação do animal e da higiene do local onde ele faz suas necessidades físicas. Se houver necessidade, administro as medicações que ele precise tomar, desde que haja a prescrição do veterinário. Além disso tudo, também dedico minha atenção e carinho enquanto estou com cuidando deles”, diz Adriana.

O fato do animal de estimação receber os cuidados na sua própria casa, no ambiente em que ele já tem uma rotina estabelecida por ele próprio, é um dos confortos que essa profissão oferece. “Nós, pet sitters, proporcionamos um cuidado e atenção especial a estes animais no período em que eles ficariam sozinhos em casa, e esta é a grande importância deste trabalho”, completa Adriana.

Além de ser pet sitter, Elaine Maria de Carli Sinon, de 46 anos, também trabalha como dog walker, profissão que consiste em passear com os cachorros quando os proprietários não conseguem manter esta rotina.  “Eu me desloco até a casa dos meus clientes para buscar o animal de estimação e realizo um passeio no entorno das ruas da residência, que dura cerca de 45 minutos. É algo que agrega qualidade de vida para os animais porque eles gastam energia e liberam o estresse, além de interagirem com outros cães na rua e se divertirem”, afirma.

E completa. “Nesse momento de pandemia, quando eu retorno com o cachorro para casa, eu realizo um processo de higienização nas patas e no corpo com um pano e sabão como medida de segurança, que é algo fundamental neste momento.”

Elaine destaca ainda que apesar destas profissões não serem tão conhecidas, elas são importantes, pois ajudam os donos a manterem uma rotina saudável. “Eu fiz um curso específico para atuar como dog walker, para aprender como conduzir os cães nas vias públicas, assim como outros cuidados com a segurança deles, inclusive como evitar ataques de outros cães. Sempre envio fotos e vídeos dos pets a seus donos também para aliviar a saudade e tranquilizar os tutores”, reforça Elaine.


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