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De Jundiaí para o Canadá em competição de robótica

| 28/05/2014 | 01:01

Os Jedi´s do Sesi Jundiaí já estão de malas prontas para embarcar em uma aventura no Canadá. Terceira equipe colocada na etapa nacional do torneio de robótica First Lego League, ela foi selecionados para competir com outras 72 na fase internacional. O First Lego League  é um programa internacional voltado para crianças de 9 a 15 anos, criado para despertar o interesse dos alunos em temas como ciência e tecnologia dentro do ambiente escolar.

 

Entre os dias 4 e 7 de junho, os sete competidores locais terão que se destacar entre quatro avaliações, em Toronto. A primeira delas é a apresentação do robô de lego que montaram, seguida do detalhamento do projeto. Em outro momento, vão expor aos jurados um aplicativo para celular que desenvolveram.

 

“Era uma das exigências que criássemos um projeto que salvasse pessoas. Então, projetamos o aplicativo que permite avisar a população em caso de tempestades, mostrando os locais de possíveis enchentes e as principais rotas de fuga no trânsito”, explica o técnico dos Jedi´s, o analista de sistemas Clayton Rafael Ribeiro Júnior.

 

Segundo o técnico, o app ainda está em fase de experimentação, mas a exigência do torneio é que levem apenas o projeto. “A última avaliação é uma dinâmica em grupo, para mostrar o trabalho em equipe”, acrescenta. Camila Medeiros, 14 anos, vem quebrando preconceitos ao se destacar como programadora da equipe. “Geralmente são homens que ficam nessa função, mas eu gosto”, conta.

 

Há um ano ela entrou para os Jedi´s e está ansiosa com a viagem. “As outras fases foram muito divertidas, mas agora estou um pouco nervosa.” Para chegar à fase internacional, os Jedi´s ficaram em 2º lugar na fase regional e depois em 5º lugar na fase estadual. Eles embarcam no próximo domingo (dia 1º) e voltam só no dia 11. O técnico explica que nos dias a mais, farão passeios culturais, tudo financiado pelo Sesi (Serviço Social da Indústria). “Também ganharam malas, calças, blusas e um valor para gastar lá. A viagem para competir em Brasília também foi toda custeada pela instituição.”

 

Confiante nos produtos que desenvolveram, a única coisa que deixa Camila mais apreensiva é a necessidade de que toda a apresentação seja feita em inglês. “Eu já consigo falar alguma coisa em inglês, mas não sou tão boa assim”, admite. Para ajudar a quebrar esse medo, desde a seleção a sala de robótica se tornou território internacional e os alunos só podem usar a língua inglesa. “Estamos focando em manter a apresentação igual a que fizemos no Distrito Federal, mas dessa vez em inglês”, explica Clayton.

 

Incentivo – A metodologia do Sesi visa desmistificar o uso da tecnologia na vida moderna, incentivando a prática. Os trabalhos na área de robótica são desenvolvidos em sala de aula e supervisionados por analistas de suporte em informática.


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