Jundiaí

Demanda por gás de cozinha sobe e preocupa distribuidores


GAS DE COZINHA KALEB VIEIRA
Crédito: Reprodução/Internet
A pandemia do coronavírus obrigou muitos brasileiros a permanecerem em suas residências para evitar a disseminação da covid-19. O isolamento social fez com que alguns produtos tivessem grande procura resultando em aumento de preço e até mesmo em sua escassez, como o gás de cozinha. Muitas revendas estão com os estoques baixos e alegam que o produto tem faltado também nas distribuidoras, porém ainda não falam sobre aumento de preço. Pedro Nunes de Oliveira distribui gás no Residencial Jundiaí e revela a necessidade em buscar botijões cheios em Várzea Paulista porque os que vêm das refinarias de Paulínia, Osasco e Barueri não estão sendo suficientes. “O povo está comprando mais e a companhia carregando menos”, comenta Oliveira. Para Lilian Saloti, de uma distribuidora de gás na Vila Virgínia, há uma demanda grande porque as pessoas temem em ficar sem o produto. “As refinarias parecem ter diminuído a produção. Pelo menos é que estamos percebendo”, diz Lílian. Em uma distribuidora em Barueri, conforme comenta Kalebi Vieira, que também trabalha em uma revenda, o produto já está em falta. “Aqui ainda estamos conseguindo atender os clientes com a quantidade necessária”, diz. Muitos caminhoneiros, que retiram o gás de cozinha direto nas refinarias, têm reclamado das filas na porta dos distribuidores. Há casos em que precisam ficar dias para carregar o caminhão. “Hoje não tem mais para vender na rua, só para retirada. O caminhão está na fila para carregar”, é o que conta Maria Oliveira, de uma outra distribuidora no Jardim das Tulipas. Maria teme a falta do produto em Jundiaí. As pessoas estão estocando gás. Estamos evitando a venda de mais de um botijão para os clientes”, confessa. Compra antecipada Procurada, uma distribuidora de gás esclarece em nota que tem observado a mudança no comportamento de compra dos clientes. Os mesmos têm comprando mais de um botijão, assim como ocorre com outros produtos em supermercados e farmácias. Esta compra antecipada gera um aumento na demanda e, consequentemente, atrasos na entrega. A nota esclarece que só na Grande São Paulo comercializa perto de 1 milhão e meio de botijões de 13 quilos por mês. Somente na última semana, além da demanda normal de botijões, houve aumento de 300 mil botijões adicionais. A distribuidora acredita que o abastecimento se normalizará nos próximos dias, mas fica a ressalva para que os consumidores comprem de forma consciente, para que não falte gás de cozinha.

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