Jundiaí

Demora em aprovação do pedido deixa autônomos da Região aflitos


Tatiane Cristina ainda não sabe se o seu pedido foi aprovado pela Caixa
Crédito: Reprodução/Internet
O governo federal, por meio da Caixa, lançou no dia 7 deste mês o aplicativo para o cadastro de solicitação do auxílio emergencial. Três semanas depois, jundiaienses que fizeram o pedido ainda estão sem saber se estão aptos para receber o benefício de R$ 600, causando a cada dia mais angústia. É o caso da manicure e pedicure Tatiane Cristina de Oliveira, de 32 anos. Dona de uma esmaltaria em Itupeva, até agora não teve seu pedido aprovado. “Fomos obrigados a parar de trabalhar, porém as contas estão chegando normalmente”, diz. Moradora do Medeiros e mãe de duas crianças, ela conta que sua renda mensal varia entre R$ 2 mil e R$ 2,5mil e está tendo dificuldades em honrar com seus compromissos. Ela reclama que alguns não estão aceitando fazer acordo. “Eu estou contando com esse dinheiro prometido pelo Governo Federal, mas sinto uma falta de respeito não ter alguma resposta”, conta. Tatiane afirma ter procurado a Caixa em contatos via telefone, mas sem êxito. “Os telefones estão todos ocupados, ninguém atende. No serviço on-line a cada dia ocorre uma surpresa diferente”, afirma. Outro que está nervoso pela situação é o técnico em refrigeração Jefferson Michael Porfirio. Com o seu trabalho bastante reduzido devido à pandemia, ele não sabe mais o que fazer. “Eu pago aluguel e pensão. Sou autônomo e o pouco que viesse ajudaria nas despesas”, conta o morador do Jd. Santa Gertrudes. O motorista de aplicativo Marcelo Vaz, de 50 anos, teve na semana passada o seu pedido de auxílio aprovado, porém até agora não viu a cor do dinheiro. “O movimento caiu 70% e a situação está preocupante. Estou chegando já no meu limite”, conta. Marcelo está preocupado, pois tem um filho de nove meses para cuidar. “A dispensa já está ficando vazia. E as contas não param de chegar e os boletos já estão atrasados”, lembra.

AJUDA

O auxílio emergencial pode ser pedido por Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS. Aqueles que já recebem o Bolsa Família ou que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) não precisam se inscrever pelo aplicativo ou site. Apenas duas pessoas da mesma família poderão acumular o auxílio emergencial. O auxílio, que varia entre R$ 600 ou R$ 1,2 mil (para mães solteiras), será pago após aprovação do cadastro, por pelo menos três meses para compensar a perda de renda decorrente da pandemia de coronavírus. O site para formalizar o pedido é o auxilio.caixa.gov.br. Até a tarde desta segunda-feira (20), 38 milhões se cadastraram para receber o benefício. Segundo o Governo Federal 24 milhões já receberam a primeira parcela do benefício. [caption id="attachment_88520" align="alignnone" width="800"] Tatiane Cristina ainda não sabe se o seu pedido foi aprovado pela Caixa.[/caption]

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