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Dengue aumenta em 50% risco de anomalias na gravidez; Jundiaí tem 288 notificações da doença

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 16/10/2018 | 14:00

Pesquisadores brasileiros encontraram uma associação entre dengue durante a gravidez e anomalias congênitas do cérebro, sugerindo que o flavivírus, o mesmo gênero de vírus causador do zika e da febre amarela, está associado a essas malformações. Segundo o estudo, publicado em uma revista científica dos Estados Unidos, a infecção pelo vírus da dengue durante a gravidez aumentou o risco de anomalias neurológicas congênitas no recém-nascido em cerca de 50%, bem como de outras malformações congênitas do cérebro em quatro vezes.

Os defeitos congênitos neurológicos encontrados foram divididos em categorias, incluindo microcefalia, mas dois outros tipos de anomalias congênitas neurológicas foram quatro vezes mais frequentes: malformações congênitas da medula espinhal e malformações congênitas do cérebro. O estudo utilizou dados coletados rotineiramente de nascidos vivos e de suas mães, de 2006 a 2012, no Brasil, ou seja, antes da epidemia do vírus zika, que teve seu auge entre 2015 e 2016.

Jundiaí
A cidade registrou 288 notificações de dengue entre janeiro e outubro, até o momento. Três novas notificações surgiram desde o último levantamento divulgado pelo JJ, em 25 de setembro. De todos os casos, porém, apenas 5 foram positivos para a doença.
O gerente da Unidade de Vigilância de Zoonoses, Carlos Ozahata, afirma que a unidade está prestes a concluir a Avaliação de Densidade Larvária, que permitirá o levantamento do índice de infestação do mosquito Aedes aegypti – responsável pela transmissão da dengue, chikungunya, zika e febre amarela – em toda a cidade. “Com este diagnóstico, saberemos em quais áreas de Jundiaí as larvas estão mais concentradas e vamos realizar ações focadas nestes locais”, diz.

Projeto coorte zika
No Hospital Universitário, o Projeto Coorte Zika Jundiaí, coordenado pelo infectologista Saulo Passos, acompanha 752 mulheres e 750 bebês. O grupo assiste 33 crianças com microcefalia, sendo que três delas já têm relação comprovada com o vírus zika. A pesquisa – que termina em 2020 – também concluiu que o vírus não causa só a microcefalia, mas também outras patologias, como problemas de fala, visão e também no desenvolvimento neuropsicomotor após meses ou anos.

Foto: Jornal de Jundiaí

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