Jundiaí

Depois da alta, motivos para celebrar nesta pandemia

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Crédito: Reprodução/Internet
Jundiaí contabiliza 909 casos de pacientes recuperados pelo covid-19 e os números têm animado as pessoas que ainda tratam da doença. Entre os recuperados estão Edna Maria Demeis Garcia, de 59 anos, e Izabel Lúcia Vicentine Silva, de 58 anos, que receberam alta recentemente e agora só pensam em descansar. Edna conta que só depois de uma tomografia e quatro testes é que recebeu a informação de que estava com covid. Já Izabel precisou fazer uma tomografia e dois testes para que o resultado enfim indicasse o que os médicos já suspeitavam. “Foram 32 dias internada, sendo 22 na UTI. Fiquei 20 dias entubada com o respirador e depois precisaram fazer uma traqueostomia para que eu conseguisse respirar. Estive à beira da morte por muito tempo”, conta Izabel que também alerta sobre os sintomas que teve antes de procurar o hospital. “Meu primeiro sintoma foi coriza, mas eu não desconfiei porque tenho rinite. Depois de dois dias começou a tosse. Quando eu tive febre que fui ao médico e meu pulmão já estava comprometido. Fiquei internada, mas já não lembro depois, meu filho que me diz”, conta Izabel sobre o período. Mariane Milene Garcia, de 22 anos, é quem fala sobre a mãe, Edna, que permaneceu internada durante 27 dias, 16 na UTI e 14 usando o respirador. “Ela já estava internada há oito dias por outro motivo e voltou para casa se sentindo mal. Ela foi ao médico, porém estava com o pulmão limpo, sem febre. Tinha só um pouco de falta de ar e tosse. Quando deu entrada no hospital tinha síndrome gripal”, diz Mariane. Sobre o período de internação, Mariane diz que sentia aflição e desespero porque o quadro da mãe piorou muito, envolvendo inclusive oscilações de pressão, algo com que Edna nunca teve problemas. Depois de todo o medo, a mãe de Mariane conseguiu reagir aos poucos e foi para o quarto, gerando mais emoções em toda a família, mas desta vez, positivas. “A irmã mais nova da minha mãe teve covid-19. As duas saíram da UTI juntas e ficaram internadas lado a lado em um quarto, foi muito emocionante”, conta Mariane sobre a recuperação da mãe e da tia Jandira. Depois de todo o tempo em que permaneceram internadas, Izabel e Edna só queriam reencontrar as famílias e celebrar uma vitória diante da doença.

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