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Depois do feijão e tomate, carnes estão inflacionadas

COLABORAÇÃO DE FELIPE CARDOSO | 13/04/2019 | 05:03

A alta de 1,37% das bebidas e alimentos no mês de março é a maior inflação para o período nos últimos 5 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O motivo deve-se ao fator climático, que nos primeiros meses do ano não foram dos mais favoráveis para os produtores. Assim, os preços da batata e do tomate sofreram grande alta e o feijão chegou a dobrar de preço em fevereiro. Agora será a vez da carne sofrer reajuste.
De acordo com o índice ponta a ponta da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), os produtos inflacionados nos meses anteriores devem apresentar queda no preço daqui pra frente. Porém, as carnes bovinas, suínas e de frango sofrerão reajuste mps próximos meses.
A pesquisa da Fipe já mostra aceleração dos preços das carnes. Na primeira semana de abril, em um comparativo com a primeira de março, a carne bovina e de frango tiveram alta de 2% e a suína subiu 4,4%.
Para o administrador de Jundiaí, Márcio Baptista, responsável pelas compras de casa, está cada vez mais complicado ir ao mercado. “O valor está muito alto. Em uma semana são alguns produtos que estão inflacionados, e quando volto na semana seguinte esses produtos já baixaram e foram outros itens que aumentaram de valor. Não dá pra saber o que vai estar caro quando eu for ao mercado novamente”, afirma.
Segundo Larry Antônio, um dos proprietários de um açougue localizado no Anhangabaú, essa inflação tem explicação. “O aumento nos preços das proteínas se devem a uma melhor demanda externa neste ano do que no ano anterior. Países como a China estão se tornando um dos principais importadores de proteínas do Brasil e isso ainda deve perdurar por meses. Inevitavelmente a carne vai acabar sofrendo um pouco com a inflação, assim como aconteceu com o feijão e legumes nos primeiros meses deste ano”, afirma.

AUMENTO NO PRECO DA CARNE  LARRY CASSARO


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