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Desempregados: a luta diária de quem busca oportunidades no mercado

GUSTAVO AMORIM | 03/06/2018 | 05:10

Dois anos fora do mercado de trabalho. Mesmo com todas as dificuldades e “nãos” ouvidos diariamente, a correria por um novo emprego persiste – mas parece que a cada dia que passa, fica mais difícil. É com essa sensação que Taís Savietto acorda todos os dias. Aos 26 anos, a técnica em segurança do trabalho em meio ambiente sai atrás das agências com um papel pardo na mão onde estão suas qualificações profissionais. “Nem para entrevista estão chamando ultimamente”, afirma. Taís não gostaria, mas está pensando em mudar de área. “Felizmente tenho apoio dos meus pais. Quero fazer um vestibular e começar a trabalhar com logística”, conta a jundiaiense. A história de Taís também é a de Marina Pavan, Tiago Mello, Arthur Rafael e outros milhares de jundiaienses.

Foto: Gustavo Amorim/Colaboração Jornal de Jundiaí

Foto: Gustavo Amorim/Colaboração ao JJ

Dados de 2015 do IBGE mostram que Jundiaí tem 198 mil pessoas ocupadas, ou seja, 48% da população. No mesmo período, Jundiaí registrava 45 mil cidadãos entre 0 e 14 anos, além de outros 49,5 mil com mais de 60 anos.

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Jovens
Desde outubro fora do mercado, Arthur Rafael faz bicos de motorista para conseguir garantir algum rendimento no mês. Com 21 anos, ele busca vaga nas agências de emprego da cidade toda semana. “Está muito difícil”, conta. Desempregado há um ano e três meses, Tiago Melo, 23, já tentou de tudo. Antes trabalhando na construção civil, ele só consegue trabalhar com bicos que amigos o chamam para fazer. Casado, ele conta que a mulher é quem coloca o dinheiro em casa. Tiago e Arthur se encaixam na parcela da população que mais sofre com a falta de emprego – jovem e sem formação, aproximadamente 11% da população nacional. Em São Paulo, a taxa de desemprego é de 12%. Marina Pavan, 25 anos, também está sem trabalho há três meses. Ela conta que ainda deseja seguir na área de formação, mas sabe que a vontade não vai falar mais alto. “Às vezes eu penso em mudar de foco empresarial, mas ainda dentro do meu trabalho. Só que da forma que está sendo, não tiro de cogitação mudar de área também”, destaca.

ALTERNATIVA
Cansada de fazer parte dessas estatísticas, Érica Silva, de 29 anos, decidiu começar seu próprio negócio. “Saí de uma empresa e com as reservas abri um salão de cabeleireiro. Não troco por nada”, afirma.


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