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Desemprego recua em Jundiaí, informa Caged

ANGELO AUGUSTO | 01/08/2019 | 05:00

“O Ministério do Trabalho divulgou nesta semana os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) para o mês de junho, fechando os números do primeiro semestre de 2019.

Durante o mês citado, o Brasil registrou criação líquida de 48.436 vagas formais de emprego (contabilizando todos os setores), que representam o número mais alto entre os meses de junho dos últimos seis anos no país. Em relação ao semestre, o saldo foi de mais 584 vagas de emprego.

Em Jundiaí foram contabilizadas 4.817 admissões, contra 4.921 demissões: um saldo negativo de 104 vagas. Porém, dados do Caged mostram que durante o mês de maio, o saldo negativo foi de 676 vagas, o que representa uma diminuição de significantes 84,6% de demissões em relação a novas contratações, também em todos os setores.

Jundiaí também teve seu melhor mês de junho dos últimos seis anos. Em relação ao primeiro semestre, o saldo de empregos de 2019 teve uma queda em relação a 2018, mas foi maior do que todos os anos entre 2013 e 2017.

O setor com maior saldo positivo de admissões em relação a demissões foi o da construção civil, que teve 53 novas vagas a mais do que as que foram perdidas. Segundo o vice-presidente de Marketing e Análise de Mercado da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi), Eli Gonçalves, esse aumento de admissões na construção civil é fruto de um otimismo, tanto das construtoras como dos compradores. “É um reflexo do aumento de compras que começou já no ano passado e isso é um dos melhores retratos do otimismo do empresário, que está investindo mais e do comprador, que está adquirindo imóveis com mais coragem” completa.

O setor industrial fechou o mês de junho negativamente, com 195 demissões a mais do que admissões. O gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Jundiaí, Messias Mercadante de Castro explica que essa “crise” está presente em todos os estados brasileiros com economia baseada na indústria. “O Brasil vive hoje um momento em que os estados líderes em agronegócio estão passando por um desempenho melhor que aqueles mais industriais. Mas com os resultados da aprovação da reforma da previdência, a liberação dos fundos do FGTS e uma futura reforma tributária, o setor industrial tem tudo para voltar a crescer, e ter um saldo positivo na geração de empregos já a partir de setembro” relata.

Em relação ao comércio, o saldo foi positivo: 47 admissões a mais do que o número de demissões. Segundo Edison Maltoni, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sindcomercio), apesar de uma pequena retração em relação ao mês de maio, os dados refletem que a economia dá sinais de recuperação. “Os setores do comércio e serviços têm papel essencial nesta retomada. Acreditamos que o equilíbrio da saúde financeira do país será possível a partir de medidas do governo federal como a liberação de saques do FGTS e aprovação das reformas previdenciária e tributárias” afirma.


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