Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Devotos falam do respeito à padroeira

SIMONE DE OLIVEIRA | 15/08/2019 | 11:01

Os católicos comemoram hoje o Dia de Nossa Senhora do Desterro, considerada aquela que protege à família e todos aqueles que se refugiam ou seguem para outras terras. Em Jundiaí, por ser uma representação respeitada desde os tempos de sua fundação, com a devoção de Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes, o amor por ela está presente até hoje na vida dos jundiaienses.

Para os devotos, tê-la como protetora é mais que um simbolismo: é um ato de amor e respeito por quem protege toda a família. Este é o sentimento da terapeuta ocupacional Bruna Bellodi Bachin, de 31 anos. Tendo uma experiência importante e positiva quando uma de suas filhas ficou doente, ela lembra que Nossa Senhora continua sendo seu socorro e amparo em meio às angustias que ela e o marido viveram.
Ao nascer, a filha mais velha teve sepse neonatal e ficou na UTI. Com quadro grave, a atitude dos pais era apenas recorrer à religião. “Fui tomada por uma dor inimaginável e só conseguia lembrar da dor de Maria diante do seu filho. Meu consolo só veio por meio dela e junto com meu marido rezei muito e obtive a graça da cura”, comenta Beatriz.

Por ser uma infecção no sangue causada por bactérias da flora normal, o quadro era grave, assim como as consequências. “Temos a alegria de tê-la conosco plenamente saudável, porém mais do que isto temos a alegria de saber que Ela nos socorre, como socorreu com nossos filhos que estão no céu. Para mim, viver todo ano essa novena e o dia da festa, é ter a certeza do amor de Deus por mim. De que ela não me abandona e que me dá o melhor que tem”, diz a terapeuta.

Para ela, ser paroquiana da Catedral desde criancinha é ser abençoada. “Depois de casada e com os filhos, nada mudou. Vamos com as crianças à novena, somos ativos nos serviços da paróquia e em nossa comunidade”, comenta.

DUPLA COMEMORAÇÃO
A devoção à Nossa Senhora do Desterro é ainda maior para quem nasceu no dia da padroeira de Jundiaí. Assim será para o padre Michael Henrique dos Santos, que hoje completa 32 anos.

Como jundiaiense, ele conta que nascer no dia da padroeira é uma alegria como cidadão e religioso. “Meus pais sempre foram muito religiosos e participam intensamente das missas e atividades da igreja. Minha mãe participa da missa e procissão, mas no dia em que eu nasci ela passou mal e não conseguiu seguir. Ela teve que esperar o retorno do bispo para receber a bênção naquele dia”, comenta padre Michael que nasceu às 21 horas do dia 15 de agosto de 1987.

Por comemorar aniversário nesta data, ele acredita que sua vida de sacerdócio foi pautada neste amor, proteção e religiosidade que sempre viveu desde sua infância. O ritual para celebrar a data, em especial porque se consagrou como mariano, com a figura de Maria presente sempre em sua vida, é sempre muito especial.

“Sempre tivemos um ritual em nossa casa e mesmo como padre continuo tendo. Amanhã (hoje) estarei em Jundiaí participando de mais um encontro que para mim faz parte das comemorações de meu aniversários”, comenta padre Michael, atualmente em Salto, mas no próximo dia 25 assume as funções de pároco na São João Bosco, no Eloy Chaves.

SERVIÇO
7h: Missa com padre de Salto, Luiz Marin
9h: Missa e procissão com o bispo diocesano dom Vicente Costa
18h30: Padre Márcio Felipe – pároco da Catedral Nossa Senhora do Desterro


Leia mais sobre |
Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/devotos-falam-do-respeito-a-padroeira-2/
Desenvolvido por CIJUN