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Dia Mundial do Refugiado: estudantes de escola estadual doam roupas para o Centro Scalabriniano

VINÍCIUS SCARTON | 20/06/2018 | 04:55

Em alusão à Semana do Migrante e ao Dia Mundial do Refugiado, celebrado neste dia 20 de junho, o Centro Scalabriniano de Promoção do Migrante (Cesprom) de Jundiaí recebeu na tarde desta terça-feira (19) a visita de estudantes da Escola Estadual Getúlio Nogueira de Sá. O grupo doou aproximadamente duas mil peças de agasalhos aos cerca de 300 assistidos pela entidade atualmente.

Os estudantes foram recepcionados pela irmã Maria Cleia Franca Santos, que destacou o trabalho desenvolvido na entidade. “O Cesprom funciona há 17 anos e neste momento atende cerca de 300 haitianos entre homens e mulheres, que estão em busca de trabalho”, explica. Além disso, a entidade também oferece diversos cursos, como de língua portuguesa, informática, panificação, auxiliar de cozinha, elétrica, corte e costura, cabeleireiro e manicure gratuitamente. “O centro ainda ajuda a providenciar a documentação dos migrantes, com relação ao formulário para adquirir o Registro Nacional de Estrangeiro, que em média fica pronto em três meses”, completa irmã Cleia.

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O Centro Scalabriniano não é um abrigo e todos os atendidos vivem em casas alugadas em Jundiaí e Região. “O perfil do público atendido é bem variado, pois existem pessoas estudadas e outras que ainda sonham com isso, além de um emprego”, diz a irmã. Sobre a doação dos estudantes, o diretor da escola, Paulo Sergio Camargo Sarmento, reforça a hospitalidade do povo brasileiro. “Nós nos sensibilizamos com a história de cada um deles e sentimos a necessidade de ajudá-los. Estamos fazendo isso com a doação dos agasalhos. E, no próximo semestre, será organizada uma campanha de alimentos, também em prol dos refugiados atendidos pelo Cesprom”, adianta.

ESPERANÇA
Guerrier Eustache, de 25 anos, chegou ao Brasil, mais precisamente em Jundiaí, há dois anos, segundo ele, porque “a vida no Haiti não estava nada fácil”. “Em meu país não havia trabalho e o terremoto de 2010 motivou a minha vinda para o Brasil. Perdi meus familiares com o terremoto, e tudo por lá estava devastado. Agora, com ajuda do Cesprom, espero conseguir um emprego, seguir meus estudos e ter uma nova vida”, diz. Robeson Eloi, de 44 anos, e Frandy Casseiaus, de 29, também sonham com a mesma oportunidade. Ambos buscam um trabalho e estão se preparando através dos cursos desenvolvidos no Cesprom. Robeson aguarda uma chance na área de produção e Frandy diz que pretende trabalhar como vendedor ou em construção.

Foto: Alexandre Martins/Jornal de Jundiaí

Foto: Alexandre Martins/Jornal de Jundiaí


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