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Dia Mundial sem Tabaco terá ações de conscientização

COLABORAÇÃO DE GRAZIELLY COELHO E ANGELO AUGUSTO | 31/05/2019 | 05:01

Há exatos 591 dias sem fumar, Gerson Mercadante de Castro, de 66 anos, conta que foi uma das pessoas que o Programa de Assistência Intensiva ao Tabagista (Pait) de Jundiaí mais ajudou. Segundo ele, que achava que seria a última pessoa do mundo a parar de fumar, a parte mais difícil é a tomada de decisão, e é esse o ponto em que o programa mais atuou, fazendo com que ele tivesse força e coragem para ir contra sua própria vontade.

Gerson conta que, mesmo mais de um ano e meio após ter parado com o tabagismo, ainda frequenta as reuniões do grupo para dar seu depoimento e ajudar as pessoas que querem seguir o mesmo caminho que ele. “Uma mão você estende para pedir ajuda. A outra você estende para ajudar o próximo. É assim não sobra mão nenhuma para segurar o cigarro.” Essa é a sua frases preferida do projeto, e uma das que ele usa em seus depoimentos.

Hoje, dia em que se comemora o Dia Mundial sem Tabaco, Castro faz duas contas rápidas e afirma: “Em pouco mais de um ano e meio deixei de fumar 20 mil cigarros e economizei mais de R$ 6.000,00”.

Tabagismo
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 428 pessoas morrem diariamente no Brasil por conta do tabagismo. O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado anualmente no dia 31 de maio, tem como objetivo atentar a população sobre os riscos à saúde que o consumo da substância apresenta.

O médico cardiologista e terapeuta cognitivo-comportamental, Carlos Henrique Costa, faz parte da equipe médica do programa desde o início de suas atividades que, completam 12 anos em agosto deste ano. Segundo o especialista, a maior dificuldade para quem deseja parar de fumar é a tomada de decisão. “O maior desafio talvez seja a ambiguidade entre fumar e deixar de fumar, ou seja, a decisão. Mas também há dificuldades com a abstinência”, explica.

Para conter os efeitos da abstinência como fissura, irritabilidade, dores de cabeça e insônia, o tratamento é iniciado com medicação que dura, em média, 3 meses, além do acompanhamento terapêutico, esclarece o médico. “O uso do remédio alivia o desconforto no período de abstinência, que são mais intensos nos primeiros dias, mas podem durar até 3 meses, tempo indicado para o uso da medicação. Também é feita a terapia comportamental em grupo, com encontros semanais para que a recaída seja prevenida, o que é um grande desafio”, revela Carlos.

Ação
A Prefeitura de Jundiaí, por meio da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) que mantém o Programa de Assistência Intensiva ao Tabagista (Pait), comemora nesta sexta-feira (31) a data com atividade no Núcleo Integrado de Saúde (NIS), às 14h.

O programa existente na cidade oferta encontros com grupos fixos e itinerantes para apoio e tratamento adequado no auxilio às pessoas interessadas em deixar o vício do tabaco. Em média, o Pait atende a 500 pessoas por ano, com taxa de sucesso de 80% na conclusão do programa.


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