Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

DIG trabalha com várias frentes, até tribunal do crime

FÁBIO ESTEVAM | 31/07/2019 | 05:01

O delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí, Carlos Eduardo Barbosa disse que trabalha com várias frentes de investigação sobre os quatro corpos encontrados em um cemitério clandestino, descoberto em Jundiaí, na segunda-feira (29). Ele não descarta, inclusive, que possam estar ligadas a um possível ‘tribunal do crime’. Isso porque as duas vítimas identificadas até ontem à tarde têm passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas e roubo. Sem contar a forma como foram encontrados, amarrados e vendados, o que indica que tenham sido executados.

“Ainda é cedo para afirmar qualquer coisa, porque ainda estamos em fase de identificação de corpos. Porém, não descartamos nenhuma possibilidade, inclusive essa”, disse o delegado, quando questionado se as mortes poderiam ter ligação com o crime organizado. “Fato é que os dois que já identificamos têm passagens pela polícia, isso já confirmado. Uma terceira vítima nós também já temos indícios de quem seja e a família já está sendo chamada para o reconhecimento. Acredito que até amanhã (hoje) tenhamos mais uma identidade revelada”.

Willian Adão, de 36 anos, morador em Cosmópolis, e Cláudio Dias de Morais, 48, morador em Jarinu, são as vítimas já reconhecidas. Willian, inclusive, estava com documentos pessoais no bolso. A polícia descobriu que ele tinha passagens pelos crimes de tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma. Cláudio, por sua vez, tinha passagens por tráfico e porte ilegal de munição restrita.

Barbosa também comentou que, segundo os Bombeiros, os corpos estavam enterrados há no máximo 20 dias, pelo estado em que se encontravam. “Mas somente o laudo – que deve sair em 30 dias -, é que vai nos dizer mais sobre tempo de morte e outros detalhes”.

Cães especializados
Para tentar descobrir se existem mais corpos enterrados no local, Barbosa solicitou ajuda dos cães do Canil da Guarda Civil Metropolitana da capital. “São cães especializados em procura por corpos”, disse ele. O pedido foi feito por meio da Guarda Municipal de Jundiaí, por uma questão de parceria e entre as guardas.
Segundo a assessoria de imprensa da GM, a GCM paulistana confirmou que irá ajudar. Entretanto, o que inicialmente estava marcado para a manhã de hoje (31), foi postergado para o próximo dia 9 de agosto. “Se eles conseguirem nos atender antes, certamente será melhor”, avalia o delegado.


Leia mais sobre |
Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/dig-trabalha-com-varias-frentes-ate-tribunal-do-crime/
Desenvolvido por CIJUN