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Discussão sobre Jardim Brasil volta a roubar cena

Angelo Augusto | 19/09/2019 | 09:06

Na segunda audiência pública sobre o Plano Diretor Participativo, ontem (18), na Câmara Municipal de Jundiaí, foram tratados praticamente os mesmos assuntos da primeira, na quinta-feira passada (12). A maioria das manifestações foram de moradores do Jardim Brasil, bairro residencial que a prefeitura deseja fazer alterações para que possam surgir atividades comerciais, como clínicas e escritórios.

O entrave existe porque os próprios moradores do bairro não conseguem entrar em acordo. Enquanto alguns querem que a região continue sendo exclusivamente residencial, alegando que a vinda de estabelecimentos comerciais alteraria as características do bairro, gerando incômodos aos que ali moram, outros defendem que a modernização do bairro e a abertura para determinados empreendimentos seria a melhor forma de valorizar a região.

Segundo um relatório apresentado pela prefeitura, a quantidade de moradores contra e a favor da comercialização do bairro é praticamente a mesma, caracterizando um empate técnico, o que dificulda ainda mais a tomada de uma decisão.
Porém, a munícipe Angela Honigmann subiu na tribuna para alegar que a maioria dos moradores quer a permanência do bairro como residencial, citando inclusive a existência de um abaixo-assinado com 93 assinaturas contra a comercialização.

O urbanista Jaderson Spina afirma que a abertura ao comércio é uma tendência em bairros centrais, como o Jardim Brasil, a Chácara Urbana, o Jardim Paulista e outros.
“É muito difícil manter esses locais como exclusivamente residenciais por muito tempo. Com o tempo, a tendência é um esvaziamento das casas e a abertura a determinados comércios. Porém, mesmo considerando que a vinda de estabelecimentos comerciais é a tendência, eu defendo que a vontade da maioria seja respeitada”, completa.

O responsável pela implantação do Plano Diretor, Sinésio Scarabello Filho, gestor de planejamento urbano e mobilidade, falou sobre a questão da urbanização do município. “É preciso que a população tenha apreço ao local em que mora e o ideal é que a urbanização seja concentrada. Também temos de respeitar as áreas rurais e de produção agrícola e mantê-las como tal, pois todas elas são importantes para o município. Em relação ao Jardim Brasil, o ideal seria que os moradores se entendessem entre si. Eu defendo que sempre seja aplicada a vontade da maioria”, afirmou.

Agora o projeto de lei segue novamente para análise do poder Legislativo.

 


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