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Doenças respiratórias aumentam no outono

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 05/03/2019 | 05:05

O verão chega ao fim nessa quarta-feira (20). E com o fim da estação mais quente do ano e o início do outono, aumentam os registros de doenças respiratórias como gripe, asma, rinite, sinusite, entre outras.

O Hospital Universitário de Jundiaí (HU) afirma que somente nas duas últimas semanas houve um aumento de 30% do diagnóstico de casos dessas doenças. Durante toda a época de frio, a incidência aumenta cerca de 70%.

De acordo com a pediatra do HU, Rosa Estela Gazeta, a principal causa desse aumento é a instabilidade climática dos meses do outono. “Essa estação apresenta mudanças bruscas de temperatura. Os dias são quentes e as noites frias e isso faz com que a imunidade fique mais baixa. E a incidência das infecções virais aumenta. Isso afeta também quem já possui doenças respiratórias crônicas que sofrem com crises de asma e sinusite, por exemplo”, afirma.

Outro fator que provoca o aumento das doenças respiratórias é o clima seco característico das estações mais frias. “Com a baixa umidade do ar, as vias respiratórias ficam ressecadas e as pessoas ficam mais vulneráveis e sensíveis aos vírus. Um outro problema que o tempo seco ocasiona são as queimadas. A fumaça é algo que prejudica muito e pode causar uma crise de alguma dessas doenças”, relata a médica.
Todos estão sujeitos a ter doenças respiratórias porém, as crianças são as que mais sofrem. Segundo a pediatra, quanto mais jovem, mais vulneráveis elas são. “A imunidade das crianças é mais baixa que a dos adultos. Até os dois anos ela não é totalmente desenvolvida e por conta disso o corpo tem mais dificuldade em combater infecções causadas pelos vírus. Além disso, a anatomia do rosto, principalmente do nariz é favorável à complicações. Qualquer secreção nasal pode permanecer por mais tempo e causar problemas que em crianças é mais difícil de tratar”, afirma.

Jaqueline Martins, mãe do pequeno Miguel de 2 anos, reforça a afirmação da pediatra. Ela afirma que sempre que o tempo fica mais frio o filho pega um resfriado. “Ele fica doente facilmente. Faz um mês que ele está assim, com o nariz entupido, cheio de secreção”, conta. A mudança de temperatura da cidade vem sofrendo é um fator que favorece casos como o de Miguel.

PREVENÇÃO
Rosa afirma que algumas simples atitudes ajudam a prevenir essas doenças. “Evitar lugares fechados com grande aglomeração de pessoas é a principal dica. Evitar também uma longa exposição ao ar condicionado. Para o tempo seco o ideal é sempre manter o ambiente úmido com umidificadores ou bacias de água, principalmente nos locais onde as pessoas dormem”, afirma.

Além disso é importante ficar atento. Ao apresentar febre, dores ou falta de ar é preciso procurar o pronto-socorro com urgência.

DOENCAS DE OUTONO  HOSPITAL UNIVERSITARIO INALACAO


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