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Doenças respiratórias fazem crescer a procura por PS

| 29/04/2014 | 11:17

A procura pelo Pronto-Socorro Infantil do Hospital Universitário (HU) cresceu 40% nas últimas duas semanas. As doenças respiratórias são responsáveis pelo maior número de casos que chegam ao local, cerca de 70% deles (sem contar os asmáticos). Além disso, segundo o pediatra Fábio Roberto Amar, doenças mais típicas de climas quentes também têm aparecido no hospital, como a dengue.

“Doenças mais comuns do inverno estão se misturando com quadros mais típicos do verão, como diarreias, vômitos, infecções intestinais e dengue”, explica ele, que atua no PS do HU. “Nosso verão foi seco, o que fez com que não tivéssemos declínio nas doenças respiratórias.” Segundo dados do próprio HU, em janeiro e fevereiro deste ano foram atendidas, em média, 4,5 mil pessoas ao mês.

Em março, contudo, esse número saltou para 6,3 mil. Na tarde dessa segunda-feira (14) o PS estava cheio. O hospital está atendendo até as 14h o que geralmente atendia até as 20h em dias normais. Entre as doenças respiratórias mais presentes estão a laringite e a bronquiolite. A faixa de idade mais predominante é de 0 a 5 anos – “quando o sistema de defesa do corpo humano é mais frágil”, explica o pediatra.

“Vale lembrar que ainda não estamos na época mais comum para casos de gripe, que começa no fim de abril e tem seu pico de maio a julho”, recorda ele. Ou seja, a procura pelo hospital ainda poderá crescer. A agente de organização escolar Sofia Adamecz, 29 anos, precisou correr com o filho, na manhã de segunda-feira (14), ao HU.

O pequeno Miguel tem um ano e pegou a mãe de surpresa: “Ele teve tosse forte, catarro e falta de ar”, conta ela. “Fiquei assustada, pois até então ele nunca teve esses problemas.” Miguel passou por três inalações antes de voltar para casa. Do total de atendimentos feitos pelo HU, 73% são de moradores de Jundiaí. A segunda cidade mais atendida é Várzea Paulista, com 15% do total.

Dengue
Segundo o pediatra Fábio, os médicos estão preferindo pecar pelo excesso quando há casos suspeitos de dengue – que apresentam características comuns à doença, como dor no corpo e nos olhos. Na dúvida, eles preferem tratar como caso suspeito e solicitam exames. “Apenas na última sexta-feira eu atendi 11 casos suspeitos.”

O médico explica que, em geral, um quarto dessas suspeitas se confirmam como dengue. Na Unimed, os atendimentos aumentaram 30% no pronto-socorro adulto – sendo a maioria por virose. No São Vicente, o volume observado foi o mesmo. Mas, segundo sua assessoria de imprensa, o hospital atende continuamente acima de sua capacidade. A Sobam foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta edição.


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