Jundiaí

Drones são utilizados como fonte de renda

T_drone3
Crédito: Reprodução/Internet
Utilizados para produção de filmes, fotos em casamentos e shows, além de tarefas quase impossíveis para os seres humanos, como limpeza de materiais tóxicos e captação de imagens aéreas em ambientes hostis e em guerra e até mesmo para lançamentos de mísseis, os drones, ou conhecidos como Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), se popularizaram e se tornaram equipamentos essenciais para quem deseja ganhar um dinheiro a mais ou agregá-lo na melhoria de suas atividades. Quem se arriscou em comprar um aparelho agora colhe os frutos de várias maneiras. O empresário Artur Henrique Fernandes Silva, de 46 anos, sempre foi apaixonado por aeromodelismo e, antes mesmo do drone virar ferramenta para os produtores de vídeo, ele já acoplava câmeras aos pequenos aviões guiados por controles remotos para tentar fazer imagens aéreas. O empresário relata que logo que foi lançado o primeiro drone, ele já trouxe um modelo para o Brasil para testar e assim começou a trabalhar com a produção de imagens aéreas. “Eu sempre pratiquei aeromodelismo e quando um amigo trouxe um drone dos Estados Unidos para mim, comecei a utilizá-lo como hobby, mas os amigos começaram a espalhar que eu tinha o aparelho e começaram a questionar se eu poderia fazer vídeos aéreos. A procura era muito grande porque na época era difícil encontrar alguém que tinha o equipamento. Desde então abri minha empresa e comecei a trabalhar na área”, comenta Artur que está há 10 anos utilizando drones em sua rotina. O empresário explicou que o equipamento ganhou muitas versões e facilitou o trabalho. “A evolução abriu um leque de oportunidades. Hoje em dia ele consegue atuar na parte de topografia, agricultura, pulverização, fiscalização, proteção e até por isso o preço deles varia de acordo com o modelo e o segmento que será utilizado”, ressaltou. O também produtor de vídeo Fabiano Brunello, de 39 anos, utiliza drones para fazer suas produções desde 2014. Hoje Fabiano investe na produção audiovisual de festas como aniversários e casamentos, mas quando começou investiu na área de construção civil. “Na época que comecei meus maiores clientes eram as construtoras. Hoje praticamente todas têm os próprios drones. Agora eu faço vídeo social e vídeos institucionais para empresas”, disse Brunello. De acordo com o produtor agora é mais fácil ter um drone e isso de certa forma acabou banalizando o segmento. “Antes tinha de saber pilotar, entender um pouco de eletrônica. Hoje em dia é só ligar e o aparelho começa a funcionar. A pessoa configura o que quer, faz um plano de voo no app e ele faz sozinho. Por outro lado, está mais seguro e tem leis e regras. Por exemplo é ilegal levantar o drone em lugar com pessoas, sem autorização do DECEA (Departamento Aeronáutico de Controle do Espaço Aéreo) e ainda mais por termos um aeroporto tão ativo”, diz. SEGURANÇA Desde 1973 os drones são utilizados na força aérea norte-americana para reconhecer o terreno do inimigo sem arriscar a vida de um soldado. Hoje em dia, maiores e mais avançados, eles são usados também para soltar bombas e mísseis sobre os alvos militares, como aconteceu na última semana quando os EUA usaram o drone mais letal de sua frota no ataque que matou o general iraniano Qassem Soleimani em Bagdá, no Iraque. Neste caso o drone utilizado foi o MQ-9 Reaper que consegue voar em uma altura acima dos aviões comerciais e tem autonomia de voo de até 27 horas. O drone pode alcançar uma velocidade de até 400 km/h e carrega mais de uma tonelada de equipamentos, entre eles os mísseis hellfire. No Brasil a Polícia Militar também faz uso do equipamento. Em Jundiaí dois drones são utilizados para auxiliar o trabalho da corporação. De acordo com a instituição, o equipamento é importante pois proporciona ao policial uma visão diferente que ele não teria a olho nu e permite ainda que os materiais captados sejam retransmitidos de forma instantânea aos comandos da unidade viabilizando melhor análise para estratégia adequada de abordagem e atuação em cada situação. De acordo com a PM, para utilização de drones são exigidos alguns documentos obrigatórios tanto para voos recreativos como não recreativos. Para recreativos é necessária homologação da Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel), selo no drone e/ou certificado, cadastro no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (SISANT) na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), identificação no drone e certificado, e-mail de Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARPAS) para o DECEA, além da autorização de voo fora de clubes e áreas adequadas. Para voos não recreativos além destes documentos já citados, é obrigatório seguro reta, manual de voo e avaliação de Risco Operacional preenchida com validade de 12 meses. No caso da Polícia Militar o equipamento será utilizado pelos militares em missões de inteligência e operações, monitoramento de grandes eventos, controle de distúrbios civis e manifestações, em foco para operações especiais e também no policiamento ostensivo preventivo, como por exemplo localização de suspeitos em locais de difícil acesso, no quantitativo de pessoas em determinada área, e diversas situações aumentando o campo de visão cumprindo ainda mais o dever de proteger as pessoas, combater o crime, preservar a ordem pública e aplicar a lei. A Prefeitura de Jundiaí informou que não conta com o suporte do equipamento para as funções administrativas do município.

Notícias relevantes: