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É possível comer bem durante as ceias sem ‘fugir’ da dieta

SIMONE DE OLIVEIRA | 08/12/2018 | 05:04

Farofa, leitão, peru, doces, bebidas e muito peso na consciência. A chegada do final de ano mistura as mais diversas sensações com as comidas da época. Mas para quem faz dieta ao longo do ano não perde o pique e faz de tudo para manter a rotina. Substituição de alimentos, corte de alguns itens ou até mesmo diminuindo a quantidade colocada no prato podem fazer toda a diferença. Aos 37 anos, a enfermeira Ana Isabel Salgado Nascimento diz que já foi adepta de todo tipo de dieta, porém quando descobriu que poderia se tornar uma diabética, resolveu procurar ajuda profissional.

Hoje, ela segue a risca as recomendações e faz questão de mantê-las mesmo nesta época onde há fartura de alimentos. “Quando você segue um plano alimentar durante o ano consegue comer ‘sem neuras’ nessas ocasiões festivas. Afinal, não são dois ou três dias de festas que acabarão com tudo o que você construiu no decorrer do ano”, diz Ana. “Confesso meu vício por panetones, chocotones, mas substituo pelos integrais. Existem nos supermercados alguns muito bons com chocolates meio amargo e damasco”, ensina.

A enfermeira diz ainda que opta pelas carnes brancas, com menos gordura, que são mais rápidas para a digestão. Além disso, prefere frutas aos doces e faz questão de tomar água e bebidas com zero açúcar. “Essas medidas vão ajudar no controle de peso e principalmente no zelo com a saúde”, afirma. Para a professora Fabiana Alberto Congilio, de 41 anos, a dieta começou há três anos, o mesmo tempo que pratica esportes. Por conta da rotina de exercícios, ela não come arroz, feijão ou pão branco. Evita alimentos que a deixem “pesada ou estufada” para praticar corrida.

“Com as festas de final de ano eu procuro fazer como se fosse uma compensação. Se eu sei que terei uma festa à noite eu procuro evitar os carboidratos durante o dia”, destaca. Ela diz que adora panetones, mas para não ficar sem comê-los opta pelos sem glúten. Quanto às carnes, diz experimentar todas, porém coloca outras opções, como frango ou peixe, mas nunca uma fritura. “Bebo pouca bebida alcoólica, mas quando opto por elas prefiro a cerveja sem glúten ou de marcas puro malte”, confessa.

Para incentivar o marido na prática da corrida, diagnosticado com pressão alta e colesterol, Fabiana começou a correr também, mas sentia falta de ar e foi com a dieta que os passos ficaram melhores. “É sempre importante quando começar a treinar ou fazer dieta ter acompanhamento de uma nutricionista para que não faça dietas doidas que possam alterar a saúde.”

Rui Carlos

Rui Carlos


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