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Educação inclusiva tem quase 700 alunos

SOLANGE POLI | 13/06/2019 | 05:01

Os distúrbios de aprendizagem abrangem de 5% a 15% de crianças em idade escolar, especialmente em leitura e escrita. Os dados são do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicação da American Psichiatric Association. Para alertar e colocar o tema em debate também entre a população, a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) promove neste mês a campanha Junho Púrpura – Distúrbios de Aprendizagem: conhecer, perceber, enfrentar. A iniciativa motiva a reflexão sobre a necessidade de conhecer melhor as ações de educação inclusiva que a cada ano têm resultados mais satisfatórios.

Em Jundiaí, a intensificação das ações inclusivas na rede municipal de ensino reflete a importância das parcerias, não apenas entre serviços e profissionais envolvidos, mas das famílias cada vez mais conscientes no processo. Atualmente são 640 alunos atendidos, com apoio dos serviços prestados no Núcleo de Apoio à Aprendizagem (NAA) e no CRJ (Centro de Reabilitação de Jundiaí), para crianças de 6 a 10 anos, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.

Segundo Karina Verardo, diretora do Departamento de Educação Inclusiva da Prefeitura de Jundiaí, a cada bimestre os serviços recebem em média 30 novos alunos, com um fluxo maior observado no início do ano letivo. Após o encaminhamento das escolas, os alunos passam com neuropediatra que fecha o diagnóstico, além da avaliação de uma equipe multidisciplinar, com fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia e psicomotricidade. Os atendimentos são realizados em horários intercalados com as atividades escolares. Entre os principais distúrbios estão o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e a dislexia. “Temos um olhar para a potencialidade da criança, não pela dificuldade. Por isso buscamos sempre valorizar tudo que ele tem de bom, como fator motivacional”, afirma Karina.

Matheus Henrique, 9 anos, frequenta o NAA há cerca de um ano. A mãe Marcela Ester Vasques Martins lembra que antes o garoto enfrentava diversas dificuldades, tanto na leitura e escrita como na adaptação com a comunidade escolar. “Ficava irritado e era hiperativo. Com os atendimentos de psicopedagogia, psicomotricidade e fonoaudiologia ele mudou completamente. Está no 3º ano do Ensino Fundamental e sempre recebe elogios. Ficou mais participativo, carinhoso e a aprendizagem melhorou em todos os sentidos. Até ensina a gente”, comemora a mãe, lembrando que ele não toma nenhuma medicação controlada.

Vanda Lúcia da Silva Costa, mãe de Kauan Ramon, 10 anos, atendido há três no CRJ, lembra que as dificuldades de concentração ainda existem, mas ele aprendeu a ler e escrever graças ao empenho de todos os envolvidos nos serviços prestados. “Já passamos também por outras instituições. Nos preocupamos em não faltar, só quando tem consulta. Ele toma remédio e com esse incentivo, apoio e parceria, tanto dos profissionais quanto da família, os resultados são alcançados e cada vez melhores”, diz Vanda.


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