Jundiaí

Efeitos da pandemia começam a chegar nos bairros


Se o pânico geral sobre o coronavírus já afeta os grandes supermercados e centros comerciais, os pequenos comerciantes sofrem ainda mais, pois dependem de cada real para garantir o salário no fim do mês, que não é fixo, principalmente nos bairros. Funcionário de uma loja especializada em açaí, localizada na Vila Hortolândia, Alex Junio Dias da Cruz, conta que as vendas caíram muito desde a recomendação da quarentena “O pessoal não está mais saindo. Antes a venda diária chegava a R$300 por dia. Hoje não passa de R$100”, afirma. Os pedidos via aplicativo têm ajudado. “As pessoas não pararam de pedir pelo telefone. Eles não querem sair de casa, mas ainda continuam consumindo o produto. O importante é manter a fé que essa situação logo passe.” A área mais afetada, mesmo para os pequenos comerciantes, é a do entretenimento. Dono de um empório que também recebe os clientes para reuniões entre amigos, Marcelo Gonçalves diz que a demanda nas vendas de produtos alimentícios e até mesmo de higiene continua a mesma em seu estabelecimento, porém as pessoas não ficam mais para curtir um happy hour. “Os clientes sentavam para beber uma cerveja, comer e conversar. Agora esse hábito diminuiu muito e acredito que nos próximos dias será extinto. Os alimentos e produtos de limpeza e de higiene ainda não acabaram. Eu consigo manter o empório aberto até os fornecedores pararem de abastecer ou sair uma recomendação dos órgãos públicos”, conta Marcelo. ORIENTAÇÃO O economista Marino Mazzei Júnior fala dos prós e contras de comprar em pequenos comércios. Apesar da comunidade, os preços nem sempre são atrativos. “Não precisamos nos locomovermos até os grandes supermercados, evitando o alastramento do vírus, porém por ser pequeno, ele compra mercadorias com um preço elevado, repassando ao consumidor”, afirma Mazzei.

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