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Em 15 dias, valor de máscaras cirúrgicas aumenta em 600%

KÁTIA APPOLINÁRIO | 28/02/2020 | 05:00

Com a incidência de casos suspeitos de coronavírus no estado de São Paulo, a busca por máscaras cirúrgicas e álcool gel já chegaram com força nas principais farmácias de Jundiaí. Tanta força que em algumas lojas especializadas os produtos já estão em falta.

O proprietário de um estabelecimento especializado em materiais cirúrgicos, Eduardo Victorino, de 52 anos, conta que em razão da grande procura, a alta dos preços também é uma consequência natural. “Há 15 dias, uma caixa com 50 máscaras custava R$10. Agora uma caixa do mesmo produto está sendo vendido por R$60”, enfatiza o proprietário, ciente do aumento de 600% no valor do produto. Ele alega estar pagando em dólar os materiais que comercializa, e afirma que mesmo com a alta dos preços, não está sendo capaz de suprir toda a demanda do estabelecimento. Em poucas semanas, os produtos já estão em falta.

Das quatro farmácias pesquisadas pela equipe do Jornal de Jundiaí, apenas a do seu Eduardo, localizada no Centro, continha os produtos, porém assim que equipe chegou para fazer a reportagem, ele havia acabado de vender a última caixa de máscaras das 420 que havia recebido no dia anterior.

“Não só os munícipes estão vindo buscar, como os próprios hospitais da cidade, que também estão com falta do material”, conta o proprietário.

O álcool gel também está na lista dos mais procurados. O recipiente pequeno varia de R$12 a R$15. Quem tem reclamado dos preços são os consumidores. A dona de casa Patrícia Ferreira Lima, de 49 anos, lamenta esta crescente. “Os preços estão uma fortuna, mas sabemos que a tendência é que continuem subindo, então preferimos já nos prevenir e comprar antecipadamente. Se precisar, temos em casa”, alega.

O aposentado Mauro de Oliveira, de 64 anos, segue a mesma linha de raciocínio. “Estamos expostos a doença, compartilhamos o ar um com o outro, então prevenir nunca é demais”, reitera.

Ainda que grande parte da população esteja na corrida da prevenção contra o coronavírus, o infectologista do Hospital São Vicente, Danilo Duarte, alega que é preciso se preocupar, mas não entrar em pânico. “A utilização de máscaras pela população, por exemplo, não é uma medida indicada pelo Ministério da Saúde, e por hora não é necessária”, afirma enfatizando a importância de manter os demais cuidados, como por exemplo, a higienização das mãos com álcool gel e evitar o contato direto das mãos com a boca e o nariz.


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