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Em alerta: Dados de operadoras de celular apontam baixo isolamento em Jundiaí

Da Redação | 09/04/2020 | 16:14

Em matéria publicada no Jornal Nacional da noite de quarta-feira (8), sobre o uso dos dados de operadoras de celular identificar o deslocamento das pessoas, Jundiaí aparece entre os mais baixos índices de adesão ao isolamento social. Com apenas 48%, o percentual acende o sinal de alerta para os riscos de repetição de cenas como em cidades europeias ou norte-americanas que ignoraram as orientações dos governantes e órgãos de saúde mundial.

De acordo com dados divulgados e simulações feitas por pesquisadores, somente com o isolamento de 70% da população é possível reduzir a taxa de transmissão e não sobrecarregar os hospitais. Segundo o estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa e Tecnologia (IPT) paulista, a média de isolamento na semana foi de 51% no Estado. Bem abaixo do índice preconizado. A comparação com Jundiaí é ainda pior, já que somente 48% das pessoas realmente deixaram ou reduziram a circulação.

“Somente com o isolamento social será possível conter o avanço do vírus. A administração tem investido em ampliação de leitos, unidades exclusivas para o atendimento de síndromes gripais, adquirido exames e até o laboratório que atende ao Hospital São Vicente de Paulo conquistou a certificação para a realização de exames com o foco na redução do tempo para a identificação da COVID-19. Porém, se a população não fizer a sua parte, ficando em casa, os esforços não trarão os resultados desejados”, alerta o prefeito Luiz Fernando Machado.

Ainda no final do mês de março, o gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) Tiago Texera, em ‘live’ para a TVTEC, alertou sobre os riscos de repetição de quadros temerosos como ocorridos na Europa e reitera a necessidade de a população não se deslocar sem a necessidade urgente. “Se não ficarmos em casa, com isolamento social, no final do mês de abril o cenário será de colapso. Os exemplos estão todos os dias nas mídias. As cidades que não adotaram as medidas de restrição hoje sofrem com a quantidade de mortos e falta de leitos para o atendimento de sua população”, comenta.

O cenário pandêmico é pior em localidades que adotaram medidas restritivas tardiamente. Nova York, que é tido como novo epicentro da doença, registrava no dia 19 de março 4.152 casos e resistiu até o dia 23 para fechar os comércios não essenciais. A Califórnia, estado mais populoso que o anterior, em 19 de março registrava 675 casos confirmados e determinou o fechamento e isolamento social. O impacto das medidas é observado na contabilidade de casos. Nesta quarta-feira (8), a Califórnia tinha 17.674 casos e 451 mortes. Nova York, com a metade da população, registrava quase nove vezes mais casos e 14 vezes mais mortos.

Jundiaí, a partir de parceria entre o Hospital São Vicente de Paulo (HSV) e Hospital Regional (HR), consegue adequar a estrutura para até 116 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas para COVID-19, além de 120 leitos de enfermaria no HR. Na quarta-feira, o prefeito anunciou a autorização do Exército Brasileiro para o uso, se necessário, do espaço do 12º Grupo de Artilharia de Campanha Barão de Jundiahy (12º GAC) para a construção de um hospital de campanha para mais leitos de enfermaria. “Mas nada disso será suficiente se a população não adotar as orientações dos técnicos da saúde e ficar em casa”, afirma o prefeito.

 


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