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Em apenas um mês, 200 árvores caídas em Jundiaí

SIMONE DE OLIVEIRA | 10/03/2019 | 05:00

As fortes chuvas de janeiro e fevereiro em Jundiaí não deixaram apenas um rastro de sujeira pelas ruas, mas principalmente um saldo de 196 árvores caídas segundo a Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP). Apesar de não ter sido realizada uma análise mais aprofundada da causa das quedas, os ventos de até 89km/h unidos à ‘saúde’ das espécies podem ser os responsáveis.
De acordo com a unidade, em fevereiro foram feitas 331 remoções de árvores e pelo menos 1.550 podas em todo o município, mas para cada árvore suprimida na cidade, outras 10 são plantadas. Pela CPFL Piratininga este número de podas chegou a 5559 entre os meses de janeiro e fevereiro.
Um número bom, segundo a engenheira agrônoma Dorothea Antonia Pereira Monteiro, porém é preciso intensificar as ações para deixar a cidade mais arborizada e frear as quedas das espécies em períodos de chuvas e de ventos, como acontece sempre no início do ano. Ela enfatiza que a saúde da árvore é apenas um dos motivos que podem levar a sua queda, principalmente quando está plantada em área urbana.
“Como o período é de muito acúmulo de água, a copa fica pesada e o tombamento dela é inevitável. Mas também pode cair por ter uma raiz superficial, por não ter sido plantada de forma adequada ou até mesmo por estar com uma praga em seu tronco”, explica.
A especialista explica que as podas são necessárias ao longo do ano para evitar que os galhos caiam sobre as casas ou até mesmo sobre os carros ou pessoas, mas nem sempre uma árvore doente (com cupim ou tronco fraco) deve ser cortada totalmente. É preciso fazer a poda com equilíbrio e quem faz isto tem que ser uma pessoa com conhecimento em arborização.
“As árvores trazem muitos benefícios dentro da área urbana, desde conforto térmico e retenção de poluição. Mas ao mesmo tempo, compete com fios de telefone, rede elétrica e calçada. São fatores que merecem atenção porque sua estrutura de crescimento é alterada. Agora, sair cortando simplesmente é inadmissível”, ressalta.
Em todo o ano passado foram feitas em Jundiaí 14.834 podas, o que representa um aumento de 122% na capacidade de manejo arbóreo. Segundo a Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP), em alguns casos cabe a CPFL Piratininga a remoção das mesmas, principalmente quando estiverem próximos a postes e rede elétrica para evitar a queda de energia nas residências.
A engenheira fez questão de lembrar que as árvores da rua Anchieta, região central de Jundiaí, estão em ‘harmonia’ com a fiação elétrica e ali é a poda é feita corretamente, tanto para manter a arborização da rua como para evitar queda de energia.
De acordo com a CPFL Piratininga, são realizadas somente podas emergenciais para evitar riscos de danos à rede elétrica que possam comprometer a segurança das pessoas e o fornecimento de energia. A empresa informa que critérios técnicos são usados para evitar agressões desnecessárias às árvores. Engenheiros, técnicos e eletricistas da empresa recebem informações teóricas e práticas para executar a poda de maneira correta e os trabalhos são monitorados pelos especialistas em meio ambiente da empresa. Para este mês 3,2 mil podas estão previstas para a cidade, segundo informa a concessionária.

PLANTIO CORRETO
Um inventário arbóreo foi realizado pela administração municipal para analisar como as árvores foram plantadas, quais estão plantadas de forma adequada e quantas precisarão ser removidas. Técnicos da unidade irão analisar o relatório emitido pela empresa para identificar os caminhos a serem seguidos para tornar a arborização da cidade mais segura.
Independente do relatório, a UGISP lembra que há casos de árvores antigas que foram plantadas de forma inapropriada por alguns munícipes, por isso, a importância de a poda ser feito por técnicos especializados.
Caso as pessoas percebam que há algum problema com alguma árvore ou que pode ser um risco deve formalizar o pedido de inspeção por meio do 156 para um possível serviço de poda ou remoção por parte do Departamento de Praças, Jardins e Parques (DPJP).
O plantio de qualquer espécie deve ser realizado somente pelo município, por meio do departamento ou, no caso de novos loteamentos, após projeto aprovado pelo mesmo departamento, que deve atender as Diretrizes da Arborização, considerando a largura da calçada, acessos às garagens, distâncias mínimas dos demais equipamentos urbanos e a espécie da planta.
As solicitações de podas de árvores cujos galhos oferecem risco de interferência na rede elétrica podem ser feitas pelos canais de relacionamento da CPFL por meio do site www.cpfl.com.br ou pelo telefone 0800 010 2570 (ligação gratuita).

Rua Anchieta não teve o trânsito interditado; apenas estacionamento foi proibido

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