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Em isolamento, profissionais ‘exploram’ melhor a casa

Édi Gomes | 29/04/2020 | 07:30

A presença constante das pessoas em casa por conta do isolamento social fez com que homens e mulheres se adaptassem à rotina com um novo olhar aos afazeres domésticos. Alguns homens, por exemplo, descobriram novas habilidades no quesito doméstico.

O coordenador de engenharia de produto, Marlon Luís Bianchini, de 38 anos, trabalha na Zona Leste de São Paulo e mesmo tendo que ir a São Paulo pelo menos duas vezes na semana, consegue manter os afazeres domésticos e ajudar a esposa. “Eu já tinha uma rotina quando chegava em casa, mas com o período de quarentena, tomei gosto novamente pela cozinha. Quando estou em Jundiaí eu acabo fazendo almoço e deixo preparado o jantar. Tinha perdido um pouco a vontade de cozinhar, por conta da rotina diária, mas faço com muito prazer”, diz Bianchini.

Ele aproveita o dia para cuidar de suas roupas. “Estamos sem a pessoa que limpa nossa casa semanalmente, então eu e minha esposa nos dividimos para as tarefas de limpeza da casa. Inclusive ela também está em regime de home office, mas fica um ou dois dias apenas em casa”, comenta.

A professora aposentada Valéria Infanti, de 57 anos, criou uma microempresa de transporte somente para mulheres, mas o isolamento a fez retornar ao ensino, mas agora no sistema Ensino a Distância (EAD). “Comecei a dar aula particular de inglês e ainda faço crochê. Agora estou dedicando meu tempo ao jardim também. Leio e estudo assuntos diversos, inclusive ferramentas para ensino a distância para me aprimorar. Uma outra descoberta é que estou costurando também, mas sem máquina. Faço máscara e consertos que antes mandava para alguém fazer”, finaliza.

O palestrante corporativo Aguinaldo Oliveira, de 47 anos, tinha uma agenda atribulada de viagens e compromissos. Com o isolamento social ficou recluso em casa, porém sem muitas adaptações da rotina que seguia. “Eu sempre viajei muito, mesmo as viagens que saio de manhã e volto à tarde. Minha casa sempre foi para dormir e para fazer algum tipo de lazer, de relaxar”, explicou Oliveira.

A mudança, segundo Oliveira, é que agora compra comida congelada e utiliza o microondas, mas agora foca na limpeza e conservação do espaço. “Eu sempre fui um cara muito organizado. Sou de conservar as coisas para deixar minha casa limpa, antes da limpeza geral. Como agora sobra mais tempo, não houve grandes transtornos neste sentido”, finalizou o palestrante.

A farmacêutica e acupunturista Gabriela Silva Resende, de 26 anos, adaptou a rotina doméstica com o trabalho e o estudo. Estudante de psicologia no período da manhã, ela aproveitou para estudar e até mesmo se arriscou na área da beleza. “Ficava ausente de casa porque cedo ia para a aula, depois direto para clínica. No sábado eu atendia de manhã, voltava, almoçava e logo saía para o terreiro de umbanda. De diferente na rotina, envio o reiki a distância as quartas-feiras e arrisquei cortando minha própria franja”, conta rindo.

Marlon Luis Bianchini


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