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Em Jundiaí, 102 mulheres tratam câncer pelo SUS; diagnóstico precoce aumenta chance de cura

VINICIUS SCARTON | 09/10/2018 | 06:02

No mês de luta contra o câncer de mama, o chamado Outubro Rosa, especialistas enfatizam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. Segundo o mastologista do Hospital Universitário (HU), João Bosco Ramos Borges, a doença tem maior incidência em mulheres acima dos 50 anos. “No entanto, no Brasil e em países do terceiro mundo, cerca de 30% e 40% das mulheres abaixo dessa idade também estão sendo diagnosticadas com a doença”, salienta o médico, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia do Estado de São Paulo.

Em Jundiaí, de acordo com os dados do Ambulatório da Saúde da Mulher e do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, até o último levantamento realizado no dia 17 de setembro, 102 mulheres estão em tratamento contra a doença e em radioterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No mesmo período do ano passado, 106 mulheres passavam pelo tratamento. Somente em 2017, conforme levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa de novos casos da doença girava em torno de 58 mil, sendo um quarto evoluindo de forma não curável. “Em 2018, o estudo apontou a estimativa de 60 mil novos casos de câncer de mama, sendo um quarto evoluindo de forma não curável”, comenta Bosco.

Para o especialista, o diagnóstico precoce envolve a educação da população, por meio da mamografia anual, a partir dos 40 anos, bem como, o autocuidado com as mamas. “A mulher que possui essa consciência se encaixa no perfil do primeiro mundo e terá o diagnóstico precoce, com 90% a 95% de chances de cura, pois esse tumor encontrado terá menos de um centímetro”, alerta.

A respeito do diagnóstico, Bosco afirma que o procedimento deve ser realizado pelo médico, que possui experiência em apalpar a mama e encontrar um nódulo muito pequeno e também pela mamografia. “Fazer o autoexame não exclui a necessidade do médico e da mamografia”, frisa. Além disso, o especialista também ressalta a importância de levar uma vida saudável. “Afinal, os riscos da doença aumentam com a obesidade, vida sedentária e uso de álcool”, diz.

SUPERAÇÃO
A psicopedagoga Patrícia Nivoloni, de 50 anos, foi diagnosticada com câncer de mama há 15 anos, quando tinha apenas 35 anos. “A doença foi descoberta no lado esquerdo. Passei por cirurgia, retirei o tumor e estava com metástase. Logo em seguida iniciei a quimioterapia. O tratamento durou cerca de dez meses, depois fiz a cirurgia plástica e nasci de novo um ano depois”, comemora. Para superar o momento difícil, Patrícia afirma que se apegou a família, amigos, médicos e a religião. “Além disso, para vencer a doença é importante manter o pensamento positivo”, ensina.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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