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Em Jundiaí, casos de sífilis aumentam em grávidas e bebês

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 22/03/2019 | 05:03

O registro dos casos de Sífilis em mulheres grávidas e bebês aumentaram no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, em 2018, observou-se um crescimento de 31,8% na incidência de sífilis adquirida, 28,5% na taxa de detecção em gestantes e ainda 16,4% na incidência de sífilis congênita, em comparação ao ano de 2016.
Os dois últimos casos são os mais preocupantes pois se tratam da saúde da mulher durante a gravidez e também do bebê ao nascer.
De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica (VE), órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), Jundiaí registrou 25 casos de sífilis congênita em 2017 e 29 em 2018. Já entre as gestantes, os dados são 65 e 76, respectivamente.
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Treponema pallidum.
O médico coordenador de ginecologia e obstetrícia do Hospital Universitário, Juan Melgar explica que esse aumento ocorre porque as pessoas não estão se prevenindo. “Por ser uma DST, quando os casos de sífilis aumentam, identificamos que a causa é a falta de uso de camisinha nas relações sexuais”, relata.
Juan afirma que o diagnóstico nas mulheres é mais comum por conta do pré-natal. “A mulher tem que fazer diversos exames para verificar a saúde quando fica grávida. É nesse momento que costumamos diagnosticar a sífilis. Muitas vezes, a doença passa despercebida pois os sintomas iniciais não causam dores ou desconfortos. Geralmente, são pequenas feridas indolores na região infectada”, explica. É muito importante que o casal faça o tratamento da doença logo que ela é diagnosticada. É necessário o uso de antibióticos próprios para eliminar a bactéria. “É fundamental para o tratamento eficaz da sífilis que tanto a mulher quanto o homem façam uso dos medicamentos corretamente”, afirma o médico.
Dessa forma, a doença não evolui para a fase secundária, que causa vermelhidão pelo corpo, coceira, aparecimento de íngua (gânglios inchados) nas axilas e pescoço. Podem aparecer também sintomas como dores musculares, febre, dor de garganta e dificuldade para engolir.

NOS BEBÊS
Na sífilis congênita, a mãe infectada transmite a doença para o bebê. Pode ser durante a gravidez, por meio da placenta, ou na hora do parto. A maioria dos bebês que nasce infectado não apresenta nenhum sintoma da doença. Contudo, segundo Juan, se a doença não for tratada ainda no pré-natal, o bebê pode apresentar algumas complicações. “A criança pode apresentar problemas dentários, cardíacos e intestinais. Em casos mais graves de infecções mais agudas, a placenta pode apresentar uma grave infecção e o bebê morre dentro do útero”, afirma.
A prefeitura de Jundiaí afirma que o atendimento para sífilis é ofertado pela rede de Saúde de Jundiaí para toda a população diagnosticada com a doença. Além disso, os testes são oferecidos pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

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