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Em Jundiaí, consumidores aprovam acordo que reduz açúcar em produtos

VINICIUS SCARTON | 02/12/2018 | 05:04

Consumidores de Jundiaí aprovaram a medida anunciada pelo governo federal no dia 26 de novembro, a respeito do acordo com a indústria de alimentos para reduzir o consumo de 144 mil toneladas de açúcar até 2022. Isso representa, por exemplo, uma redução de até 62,4% do açúcar presente hoje em biscoitos. A assistente comercial Thaís Alves dos Santos, de 31 anos, gostou da iniciativa. “Afinal, a população como um todo é acostumada a ingerir muito açúcar e com este novo incentivo, que ressalta a diminuição, creio que trará benefícios à saúde do brasileiro”, comenta.

O operador logístico Edisio Nunes, de 59 anos, também achou válido o acordo. “Trata-se de uma medida positiva, pois muitas pessoas não têm ideia da quantidade de açúcar ingerida, através destes produtos. A iniciativa poderá contribuir para que a população tenha hábitos mais saudáveis”, diz. Já a aposentada Maria Inês Denardi, de 70 anos, considera ótima essa novidade do governo federal. “Espero de verdade que a medida possa sair do papel e ser cumprida. A iniciativa pode servir como uma ferramenta para muita gente mudar de vida, pois nem sempre as pessoas sabem da quantidade de açúcar ingerida, ocasionando em doenças graves como a diabetes, por exemplo”, considera.

A nutricionista comportamental Graziela Rezende afirma que a iniciativa de reduzir a quantidade de açúcar em produtos industrializados é importante, pois muitas vezes o consumidor não se dá conta da quantidade de açúcar nesses produtos. “O consumo de açúcar do brasileiro está muito acima do ideal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o máximo recomendado é de 50g por dia, mas o consumo da população chega a 80g de açúcar ao dia. Esse excesso de açúcar é um grande problema, pois além de aumentar os níveis de obesidade e doenças relacionadas como o diabetes, ainda estimula uma alimentação desequilibrada e pobre em nutrientes”, diz.

Segundo a especialista, o paladar humano aceita muito bem alimentos ricos em sal, gordura e açúcar. “Por isso é tão difícil voltar a comer saladas e frutas com prazer, quando frituras, salgadinhos e doces aparecem com frequência. Esse é o caso das famílias atuais, onde o cozinhar deu espaço para os pacotes de biscoitos e comidas prontas”, explica. Graziela reforça que a população precisa fazer a sua parte. “É importante reduzir aos poucos as colheradas de açúcar no café e no suco, gerando mudança no paladar. Também é recomendável aliviar as emoções sem comida, ou seja, comer com consciência. Outra dica é reunir a família na cozinha para preparar refeições coloridas e nutritivas e cozinhar com prazer. Aprender a ler o rótulo dos produtos alimentícios e fazer escolhas saudáveis”, afirma.

PORCENTAGENS DE REDUÇÃO
O acordo foi firmado com a indústria brasileira que se compromete a reduzir o açúcar em cinco categorias de alimentos: bebidas açucaradas, biscoitos, bolos e misturas, achocolatados e produtos lácteos. As metas serão monitoradas a cada dois anos e valerão para os produtos em cada uma das categorias que têm a maior quantidade de açúcar consumido pela população. Até 2022, os bolos reduzirão até 32,4%; as misturas para bolos, 46,1%; as bebidas açucaradas, 33,8%; os produtos lácteos, 53,9%; os achocolatados, 10,5%; os biscoitos, 62,4%.

Assinaram o acordo o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que fará o monitoramento, a Abia, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas, a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados e a Associação Brasileira de Laticínios.

Rui Carlos

Rui Carlos


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