Jundiaí

Em Jundiaí, não há registro de febre maculosa há um ano


COLETIVA NA PREFEITURA SOBRE A FEBRE AMARELA CARLOS OZAHATA ZOONOSES
Crédito: Reprodução/Internet
Cabreúva registrou dois casos suspeitos de óbitos por febre maculosa que estão sendo investigados. A confirmação será feita após resultados de exames colhidos, incluindo para dengue hemorrágica, pois os sintomas podem ser confundidos com outras patologias. Os pacientes Elisabete Pereira dos Santos, de 37 anos, e Juliano de Oliveira Souza, de 28 anos, faleceram no Hospital Regional de Jundiaí, depois da UPA do Jacaré (Unidade de Pronto Atendimento) ter dispensado os dois pacientes, sem suspeitar da doença. Em Jundiaí não há registros da doença neste ano, mas em 2019 dois casos ocorreram, segundo Carlos Ozahata, gerente da Vigilância em Saúde Ambiental (Visam). “No ano passado tivemos dois casos, inclusive com óbito. A paciente era uma senhora, com outras patologias e houve agravamentos dos sintomas, vindo a falecer. A outra pessoa obteve a cura.” A cidade tem áreas mapeadas onde há incidência do carrapato transmissor, pela circulação de animais silvestres, principalmente capivaras. “Nós temos feito trabalhos localizados e um deles é toda aquela região da Vila Comercial, às margens das rodovias, tanto a Bandeirantes quanto a Anhanguera, região limítrofe rural, em que temos a presença de capivaras. Estamos muito atentos também a outras regiões onde estão aparecendo estes animais, por conta da construção de condomínios”, comenta Ozahata. O gerente explica que não há uma época específica para o aparecimento do carrapato. Independente da estação climática, o parasita é encontrado o ano todo. “Nós fazemos uma separação conforme o ciclo reprodutivo. De março até julho, nós temos a fase larval, a parte mais imatura do carrapato, com tamanho muito pequeno. De julho até novembro temos as chamadas ninfas, que são aquelas fases um pouco maiores, conhecidas popularmente como ‘micuim’. Neste período há uma concentração maior da febre maculosa, por conta das fases que a pessoa não percebe”, alerta o gerente. O caso de Cabreúva está em investigação. Sintomas A febre maculosa tem uma sintomatologia muito ‘leve’ na fase inicial, segundo o gerente. “Os sintomas no início são inespecíficos. Apresenta uma febre muito leve e dores no corpo. Com a evolução da doença há uma manifestação um pouco mais intensa, confundida com outras doenças”, alerta. Ele adverte que podem ocorrer manchas na pele, febre com uma intensidade maior e persistente, o que pode associar a um quadro de alteração vascular. “Na primeira fase é difícil você ter um sintomas característicos da febre maculosa. Na fase final, a doença apresenta outros sintomas mais fortes, mas também não são característicos desta patologia”, diz Ozahata. Segundo ele, muitos profissionais da saúde acabam pensando em dengue hemorrágica ou em leptospirose. “Esta doenças poderiam ser confundidas com febre maculosa e é por isso que muitas vezes, não havendo suspeita ou um tratamento específico, a pessoa pode ir a óbito”, comenta o gerente. Ele pontua também que o diagnóstico não é algo tão simples. Para ser conclusivo é preciso coletar o sangue do paciente com a suspeita em dois momentos e com intervalo de 15 dias. “Depois da segunda coleta, leva-se cerca de 15 dias para o resultado apresentar se houve a infecção, quer dizer, cerca de 30 a 40 dias para se fechar o diagnóstico”, explicou. Havendo a suspeita neste intervalo das coletas, o paciente pode começar a receber antibiótico de classificação simples, que combate a doença.

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