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Em Jundiaí, o 13º salário deve injetar R$ 82,5 mi na economia

Nathália Sousa | 23/05/2020 | 05:00

A partir da próxima segunda-feira (25) o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a pagar a segunda parcela do 13º salário a aposentados e pensionistas. O pagamento vai até 5 de junho. O recurso que, costumeiramente é liberado às vésperas do Natal, será antecipado como parte das medidas anunciadas pelo governo para combater a crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

Segundo o INSS, 30,8 milhões de beneficiários deverão ser beneficiados, o que equivale a R$ 23,8 bilhões. Em Jundiaí a previsão é que sejam pagos aos 90 mil beneficiários, entre aposentados e pensionistas, cerca de R$ 82,5 milhões. O restante do pagamento já foi pago entre 24 de abril e 8 de maio, na primeira parcela.

Para o economista e professor Mariland Righi, a antecipação do 13º salário dos beneficiários da previdência, em Jundiaí, eleva o poder de compra dos consumidores em cerca de 11% ou 12% no mês em que é pago, mas é preciso cautela para o gasto. “Estamos diante de uma pesada crise econômica no país. Deve-se lembrar ainda que esta parcela paga não é um acréscimo, mas uma antecipação. Quem tiver dívidas, a melhor opção é pagá-las com o 13º. Se sobrar, é bom guardar, porque o momento não é de gasto desnecessário”, recomenda o economista.

Nesta mesma linha recomendada por Righi, pensando no futuro, está Helena Teruko Yoshida Kazama, de 67 anos. Ela está lista dos beneficiários do INSS para receber o abono. “Com esse dinheiro eu vou pagar despesas, o meu condomínio, cartão e remédios porque nem todos são gratuitos. Sem sair, não tem nem como gastar muito, a não ser em fast food e mercado”, diz ela.

Quanto à aquisição de alimentos, a aposentada pensa também no futuro. “Esse dinheiro veio em uma boa hora, mas temos que saber guardar porque em novembro e dezembro não vai ter dinheiro. É bom estocar mantimentos também, que têm validade longa, para não ter aperto lá na frente”, fala ela.

Do mesmo modo, pensando nos próximos meses, Vanaor José Dias, de 72 anos, diz que prefere poupar. “No momento, eu vou procurar guardar porque não sabemos como vai ficar depois que esta temporada passar. Eu vou guardar meu dinheiro e gastar na hora necessária.”

Já Maria Ferreira de Souza, de 64 anos, diz que não tem muita possibilidade de guardar o dinheiro, por conta das despesas, então, usará o dinheiro com remédios e alimentos. Ela precisa cuidar da irmã mais velha. “Eu tenho uma irmã em casa que não é aposentada, não tem marido. Ela não trabalhou registrada, então eu a ajudo. Eu compro as coisas, mantimentos em casa, eu recebo um salário só”, comenta ela.

José Carlos Camargo, de 69 anos, usará o benefício para investir em uma reforma e quitar dívidas. “Já recebi a primeira parcela, estou pagando as contas quando vencem. Estou fazendo uma reforma no litoral e estou mandando dinheiro para o pedreiro lá”, diz ele.

DE OLHO NAS DATAS
Tem direito ao benefício aposentados, por tempo de serviço, invalidez ou idade e pensionistas. O valor pago a partir da próxima segunda-feira corresponde a 50% do valor do benefício. O valor a ser recebido pode ser conferido no site e aplicativo ‘Meu INSS’. Como boa parte dos segurados atuais recebem o valor de um salário-mínimo, ou seja R$ 1.045, o valor da parcela será de R$ 522,50.

As datas já confirmadas do primeiro e do segundo pagamentos são:
1ª parcela do pagamento do 13º salário INSS: 24 de abril e 8 de maio (já liberado);
2ª parcela do pagamento do 13º salário INSS: 25 de maio e 5 de junho.
Mais informações acesse o site ‘Meu INSS’ para consulta do valor a ser recebido: meu.inss.gov.br

BANCOS ABERTOS
A Febraban informa que, no dia 25 de maio, seus bancos associados manterão suas atividades operacionais inalteradas, para assegurar a prestação dos serviços bancários essenciais à população, inclusive a continuidade do crédito da segunda parcela do auxílio emergencial, que começou a ser feito no último dia 18.
A federação ressalta ainda que as datas de vencimento de contas de concessionárias e cobrança na segunda-feira (25/05) não sofrerão alteração.

O econonista Mariland Righi diz que é preciso cautela com os gastos

Helena Teruko Yoshida Kazama diz que parcela será usada com consciência

 

 

 

 

 

 

 


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