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Em Jundiaí, produtos juninos já estão em alta

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 06/06/2019 | 05:01

O mês de junho chegou e com ele as tradicionais quermesses e festas juninas. Além das brincadeiras e comemorações comuns dessa época do ano, há uma coisa que todos esperam ansiosos: as comidas típicas.

Canjica, arroz doce, maçã-do-amor, paçoca, milho-verde, pipoca, doce de abóbora, vinho quente, quentão, pinhão, amendoim, batata-doce e uma infinidade de alimentos consumidos em maior quantidade nesse mês.

De acordo com os vendedores, a procura por esses alimentos já começou. Patrícia Rigolo, proprietária de uma banca de frutas na cidade, conta que a procura por itens de festa junina já está grande. “Temos vários produtos disponíveis. Tem pinhão a R$8,90 o quilo, batata-doce que sai R$5 o quilo, abóbora já descascada a R$8 e, além disso, os doces típicos já prontos, para quem procura praticidade como doce-de-abóbora, canjica e arroz doce que saem por R$6 a porção de 250 gramas”, afirma. Patrícia conta que quase não sentiu diferença de preços em relação ao ano passado. “Está praticamente a mesma coisa. Por conta da inflação aumentou um pouco, assim como todos os alimentos. Não foi algo específico dos itens juninos”, afirma.

Todos os anos a dona de casa, Maria de Lurdes Ribeiro, 63 anos, faz festa junina para reunir a família. “Em vez de comprar tudo pronto eu prefiro comprar os ingredientes para preparar os pratos em casa. É mais trabalhoso, mas acaba saindo mais barato. O preço de alguns itens está mais alto, como todos os alimentos do mercado. Não é uma exclusividade de produtos juninos”, afirma.

Proprietária de uma loja de alimentos, Sabrina Spina confirma que não sentiu diferença nos preços. “Estão iguais ao ano passado. Acredito que vão permanecer até o fim de junho, afinal, nesse mês a procura é maior”, explica.

DADOS
A Associação Paulista de Supermercados (APAS) está otimista em relação ao crescimento das vendas nessa época. A expectativa é de um aumento de 3,7% de vendas em relação ao mesmo período de 2018.

Apesar dos consumidores não notarem muita diferença no preço dos produtos típicos desta época do ano, economistas afirmam que alguns itens tendem a subir por conta de uma pré-decisão da Reforma da Previdência em conjunto com a alta do dólar. Fatores que podem elevar os preço dos alimentos até o fim de junho.


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