Jundiaí

Em meio aos isolamentos, surge a empatia em prol dos idosos


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Crédito: Reprodução/Internet
As principais orientações que o governo tem dado à população para refrear o contágio do coronavírus são referentes a higienização das mãos e ao isolamento. Serviços públicos estão sendo suspensos, estabelecimentos fechados e as pessoas, cada vez mais, obedecendo a recomendação de permanecer em casa durante este período. Se por um lado há pessoas agindo de forma individualista, estocando alimentos e álcool em gel e até produtos de limpeza, muitas vezes acima da capacidade que têm de uso, por outro lado, felizmente, há casos na contramão desse tipo de atitude. Surgem em meio ao caos, pessoas que pensam mais no próximo e tentam ajudar. É o caso do cabeleireiro Adriano Pereira dos Santos, de 47 anos. Ele mora em um condomínio no Parque Eloy Chaves e, depois de ver uma ação semelhante na internet, decidiu colocar cartazes pelo condomínio para oferecer ajuda às pessoas do grupo de risco. “Eu vou ao mercado e farmácia, mas ainda não me ofereço para pagar contas ou ir aos bancos porque as agências bancárias e o Estado têm dado prazos maiores para que os usuários dos serviços quitem suas contas, retirando a necessidade de saírem de casa”, comenta. Adriano disse ainda que percebe uma certa resistência dos idosos para buscarem ajuda. “Os cartazes já foram colocados, agora espero que as pessoas me procurem.” A manicure Patrícia Domiciano de Souza Urbano, de 35 anos, percebe a mesma recepção tímida dos que mais precisam ficar isolados. Ela, em parceria com a síndica do condomínio onde mora, também no Eloy Chaves, enviou mensagens no grupo de WhatsApp do condomínio, mas também não recebeu ainda pedidos de ajuda de pessoas do grupo de risco em isolamento. “Cheguei a ligar para algumas idosas mais próximas e me dispus a ajudá-las”, comenta. Ela tem familiares morando longe e sentiu no dever de amparar os que estiverem próximos dela, já que não pode fazê-lo pelos parentes. O morador de Várzea Paulista, Luan Amadeu Pereira, de 25 anos, revelou que sua criação o ajuda na hora do trato com as pessoas que mais precisam de ajuda. Este momento é de auxiliar as pessoas do grupo de risco do coronavírus. O rapaz publicou em suas redes sociais e avisou a vizinhos e pessoas mais próximas que estaria se dispondo a realizar todo serviço externo para quem tivesse essa necessidade. “Muitas pessoas não estão vendo o perigo do vírus e continuam saindo normalmente de suas casas. Infelizmente as notícias falsas atrapalham muito na conscientização da população e há resistência dos que precisam de ajuda, por desconfiança ou por não quererem incomodar”, lamenta. Adriano, Patrícia e Luan dizem tomar precauções quando necessário o contato com pessoas vulneráveis, mas ainda reiteram que preferem manter a distância segura para evitar contágios. O grupo de risco da covid-19 é composto por idosos, portadores de doenças crônicas, fumantes e pessoas com a imunidade comprometida. Esse grupo está mais suscetível aos sintomas do coronavírus no organismo e, por isso, devem evitar aglomerações, principalmente em tempos de isolamento.  

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