Jundiaí

Ensino a distância agrada e atrai novo perfil de estudante


ENSINO A DISTANCIA MAURICIO ROMANATO ZAMBOTTO
Crédito: Reprodução/Internet
O Censo da Educação Superior divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC) no dia 19 mostrou que, pela primeira vez, a oferta de vagas nos cursos de graduação na modalidade Educação a Distância (EaD) é maior que a do ensino presencial. Em 2018, foram ofertadas 7,1 milhões de vagas nos cursos de Educação a Distância e 6,3 milhões em cursos presenciais. O número de cursos EaD cresceu 50% em um ano, passando de 2.108 em 2017 para 3.177 em 2018. Porém, apesar da maior oferta de vagas em cursos a distância, os presenciais ainda tiveram mais alunos novos matriculados em 2018. Houve 2 milhões de matrículas na modalidade presencial e 1,3 milhão em cursos EaD. Maurício Romanato Zambotto, de 27 anos, que cursa Direito na forma presencial e Ciências Contábeis a distância, diz que ficou surpreso com a qualidade das aulas pelo sistema EaD. “Estudar em casa superou totalmente minhas expectativas. Hoje considero o EaD melhor que o presencial, pois os conteúdos das aulas estão sempre disponíveis para acesso e todas as matérias, pelo menos onde eu estudo, são ministradas por profissionais muito competentes e que estão sempre à disposição do aluno para sanar as dúvidas. Além das aulas virtuais, são disponibilizados livros de apoio, aulas complementares e exercícios, o que o faz muito produtivo", comenta. Luciana Lima, de 42 anos, já é mãe e está cursando o quarto semestre de Pedagogia via ensino a distância. Ela diz que a qualidade de ensino depende mais da vontade do alu<CW-2>no do que do sistema em si. “Para quem se dedica, o aprendizado é tão bom quanto o das aulas presenciais. Eu trabalho meio período, de manhã, e depois consigo cuidar do meu filho e estudar na parte da tarde, geralmente das 14 às 17 horas. Hoje eu só consigo realizar o meu sonho de fazer uma faculdade porque há esse sistema a distância”, relata. Segundo Jeferson Altenhofen Ortiz, diretor de operações do ensino a distância das faculdades Anhanguera, a tendência é que o EaD cresça cada vez mais no Brasil. “Não só o número de vagas nas universidades, mas a estrutura e os polos para o ensino a distância estão aumentando. O EaD atinge um público de perfil diferente dos cursos presenciais: enquanto os alunos que se matriculam em cursos presenciais têm, em média, de 17 a 24 anos, a maioria dos que procuram aulas a distância já passaram dos 25. O fator financeiro também é importante, uma vez que o EaD chega a custar cerca de 50% menos do que o curso no sistema tradicional”, relata. O coordenador geral do ensino a distância da Unifaccamp – Campo Limpo Paulista, Mauro Elias Gebran, diz a Educação a Distância já é uma realidade. “O EaD abre as portas para realização de sonhos de muitas pessoas que até então não tiveram oportunidade de fazer um curso de nível superior. A expectativa é de que, por volta do ano de 2025, 51% dos universitários de todo o Brasil estejam matriculados em educação a distância. Culturalmente o brasileiro ainda prefere o curso presencial, mas isso tem mudado rapidamente”, comenta. O Inep destaca que o número de ingressos nos cursos de graduação a distância tem crescido significativamente nos últimos anos, dobrando sua participação no total de novos alunos, de 20% em 2008 para 40% em 2018. Nos últimos cinco anos, segundo o instituto, os ingressos nos cursos presenciais diminuíram 13%. Um total de 3,4 milhões de estudantes ingressou em cursos de graduação em 2018. No mesmo ano, 1,2 milhão de estudantes concluíram a educação superior. As informações do censo foram coletadas em 2.537 instituições, 2.238 delas privadas. Neste grupo, estão matriculados 75% dos estudantes, cerca de 6,3 milhões de alunos.

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