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Entenda como vai funcionar a UPA e Clínica da Família no Vetor Oeste

DA REDAÇÃO | 24/11/2018 | 05:04

A espera está prestes a chegar ao fim. Vencidas as burocracias, a Prefeitura de Jundiaí bateu o martelo e confirmou a inauguração da UPA do Vetor Oeste e da Clínica da Família para o próximo sábado, dia 1 de dezembro. O anúncio foi feito pelo prefeito Luiz Fernando Machado durante a semana, e o funcionamento é detalhado nesta entrevista feita como gestor de Saúde, Tiago Texera.
O modelo de assistência em saúde é considerado inovador, de acordo com a Prefeitura, mas, por serem equipamentos diferentes daqueles que a cidade oferece, a população demonstra conhecer pouco os detalhes dos muitos serviços que estarão disponíveis.
Disse o gestor de saúde à reportagem que “poucos locais do País possuem o atendimento que será oferecido aqui, com resolutividade de 95% nos atendimentos da UPA e 80% na Clínica da Família. Os equipamentos significam o atendimento da população próximo de sua casa, sem necessitar se deslocar até a região Central”.

Qual a diferença da Clínica da Família para a UPA?
São serviços complementares. A Clínica da Família é de atenção básica, e funcionará no modelo de Estratégia de Saúde da Família (ESF), para atendimento exclusivo para as 40 mil vidas cadastradas e até então atendidas pela Unidade Básica de Saúde (UBS) Novo Horizonte, durante 12 horas, de segunda a sexta-feira. A gestão da Clínica da Família será feita pela Prefeitura de Jundiaí. Já a UPA, gerida por uma Organização Social de Saúde, é um serviço de urgência a emergência, que atende como um pronto-socorro, 24 horas por dia, sete dias na semana, e atenderá 141 mil vidas de todo o vetor Oeste.

O que é a Clínica da Família?
A Clínica da Família é uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que terá todos os atendimentos feitos no sistema convencional – consultas clínicas, ginecológicas e pediátricas -, realizados pelo médico de Saúde da Família, com o acréscimo de exames clínicos, ultrassonografia, raio-x e eletrocardiograma no local e atendimento de traumato-ortopedia, a maior demanda daquela região. Esses adicionais proporcionam a resolutividade de 80% das necessidades de saúde desta população.

O que a Clínica da Família tem de diferente de uma UBS?
A Clínica da Família trabalha em modelo de Estratégia de Saúde da Família (ESF), ou seja, existe uma equipe determinada para atender cada pessoa referenciada para o serviço. Mas o que proporciona 80% de resolutividade é a oferta de exames de ultrassom, raio-x, análises clínicas e eletrocardiograma.

Como é formada a equipe de ESF e quais os serviços que serão realizados?
São oito equipes, cada uma formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, dentista e agente de saúde, todos de Estratégia de Saúde da Família. Cada equipe será responsável por uma microrregião de 5 mil pessoas. Neste formato, cada equipe conhecerá as necessidades das famílias, oferecendo um atendimento direcionado. Esse sistema proporciona muitas vantagens, além da resolutividade. Todos os serviços que já são realizados na UBS, como aferição de pressão, curativos, entrega de medicamentos, consultas, vacinas, pré-natal e os grupos de promoção de saúde serão mantidos. Com o diferencial de levar atividades diretamente em cada microrregião.

E a UPA? Como funcionará?
O atendimento será clínico, pediátrico e traumato-ortopédico em urgência e emergência, com resolutividade de 95%. A expectativa é de, por mês, o serviço realizar 9 mil atendimentos médicos (Clínico, Pediatra e Ortopedista) e 10 mil procedimentos de enfermagem por mês. A UPA ainda contará com uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para atender as ocorrências em todo o vetor Oeste.

Haverá internação?
A UPA terá 18 leitos ao todo, mas não serão usados para internação de longa duração. Apenas para as chamadas internação-dia, destinadas para a observação e estabilização dos pacientes. Assim que o usuário é recebido, passa por atendimento, é encaminhado para os exames necessários, diagnosticado, medicado e se necessário ficará em observação. Pacientes com necessidade de acompanhamento assistencial já sairão da UPA com atendimento programado para a Clínica da Família ou para as demais UBSs do município para o acompanhamento de sua patologia.
Já os 5% dos casos que não são comportados pelo atendimento da UPA, ou seja, aqueles que necessitam de uma assistência de alta complexidade como por exemplo de Unidade de Terapia Intensiva, serão recebidos, estabilizados e levados para os hospitais São Vicente de Paulo ou Universitário, que são as referências em alta complexidade de Jundiaí.

O SAMU atenderá a todas as ocorrências daquela região?
Sim. A Unidade do Samu ficará para atendimento das ocorrências daquela região. Ainda haverá uma unidade de ambulância destinada para a Clínica da Família, que também fará o transporte dos pacientes que apresentem complexidade acima da suportada pelos equipamentos.

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