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Escolas precisam se adaptar ao ambiente on-line

NATHÁLIA SOUSA | 29/03/2020 | 10:55

Com a suspensão das aulas por conta da pandemia do coronavírus, algumas escolas estão utilizando plataformas digitais para suprir e demanda educacional dos alunos. Em decreto estadual publicado em Diário Oficial no último dia 13, o governador João Doria estabelece o período de 16 a 23 de março para que escolas estaduais suspendessem gradualmente as aulas presenciais até a total supressão destas.

Escolas particulares também seguiram o decreto do governador e suspenderam as aulas presenciais na última semana. Devido a essa ausência dos alunos em sala de aula, os colégios particulares vêm adotando medidas que visam exercitar a mente dos estudantes para que não se desacostumem à rotina educacional. E o meio disponível para que isso ocorra é a internet.

“Todas as escolas estão se adaptando para atender a uma demanda de isolamento que não era esperada, mas muito necessária”, diz Evandro Grioles, diretor pedagógico do Colégio Divino Salvador.

Sem necessidade de contato físico, as plataformas on-line elaboradas pelos colégios particulares surtem efeitos positivos na educação dos estudantes que estão em casa. O diretor diz que a escola procura dar o suporte necessário aos professores para que busquem ferramentas nas quais possam propor aulas on-line, em plataformas que abram a possibilidade de formar grupos e assim ensinar os conteúdos programados de forma virtual. “Os professores podem utilizar o aplicativo da escola para“produzir e enviar seus conteúdos”, antecipa.

Elisabete Rampini é diretora dos anos finais do ensino fundamental na Escola Divina Providência e conta que adotaram as plataformas on-line para suprir a demanda educacional desde o início do isolamento. Ela revela ainda que a escola já adotava o ensino híbrido, mas agora as aulas estão completamente a distância.

“Nós temos uma determinação legal de apenas 800 horas de ensino a distância, se exceder, faremos reposição presencial”, refere-se a diretora à extensão do isolamento, caso precisem completar o ano letivo na volta à normalidade.

Assim como nas demais escolas, Elisabete conta que a experiência tem sido positiva. Pouquíssimos alunos tiveram dificuldade com a plataforma.

Na mesma direção, Leandra Naia, diretora do Colégio Campos Elíseos comenta que a suspensão das aulas presenciais acarretou no uso de plataformas digitais para suprir o déficit do tempo em isolamento, mas conta que a escola já trabalhava com recursos tecnológicos. “Os professores fazem grupos para dar suporte aos alunos e estão disponíveis no horário habitual das aulas para repassar o conteúdo”. Para o efeito de aula, tão eficaz quanto o presencial, Leandra acredita que a distância tem pontos positivos como a interação maior de alunos tímidos e a presença maior da família.

Ela acredita que este período é considerado um divisor de águas para o ensino na era tecnológica. E se as aulas buscadas pela escola são as mais parecidas com as presenciais, as avaliações, por outro lado, sofreram alterações, inclusive nos critérios. “Hoje, através da internet, os professores reorganizaram o conteúdo para que a atividade seja mais reflexiva e interdisciplinar do que ocorre em uma avaliação com múltipla escolha”, conta a diretora.

EVANDRO GRIOLES, DIRETOR PEDAGÓGICO DO COLÉGIO DIVINO SALVADOR

 

ELISABETE RAMPINI, DIRETORA DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA DIVINA PROVIDÊNCIA


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