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Especial Dia dos Pais – Tal pai, tal filha: no gol, eles encontraram um ao outro

GUSTAVO AMORIM | 12/08/2018 | 04:15

“Se não fossem os treinos, acho que nós não seríamos tão próximos”. É dessa forma que sai de sua casa todos os sábados, antes das 7h da manhã, para treinar com a filha Alícia, de 14 anos. Mas não é uma atividade qualquer: ambos são goleiros. “Tenho muito orgulho de ver ela seguindo algo que é tão importante pra mim, ter interesse em algo tão diferente do normal”, diz Marcelo.

Ele foi goleiro na infância/adolescência, mas não conseguiu se profissionalizar. Aos 16 anos, conta que ouviu do pai que era hora de procurar outra profissão em vez de mais um clube. E assim o fez. Quase 20 anos depois, em 2017, resolveu voltar a treinar em Jundiaí. Alícia foi junto. E se apaixonou, diz o pai. “Para ela foi meio que amor à primeira vista e decidiu treinar também. Hoje ela já está melhor que eu”, brinca.

Marcelo trabalha no período noturno, e nem sempre consegue ver a filha como queria. Ele revela que busca levar Alícia para se divertir de vez em quando, como ir a um shopping, assistir a um filme ou jogar videogame. “Mas nosso grande momento junto é nos treinos.”

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Tempos mudaram
Marcelo concorda que tem uma visão distinta da do pai. Hoje, segundo ele, o diálogo é fundamental. “Nós criamos nossos filhos para o mundo e não para que o mundo crie nossos filhos. Hoje a informação está em todo lugar, seja ela qual for, então cabe aos pais não omitir nada e também respeitar a opinião das crianças/adolescentes. Mas também deixamos a palavra final com os pais”, diz.

Foto: Divulgação

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