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Especial Dia dos Pais – Um legado de fé e trabalho

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 12/08/2018 | 03:50

Alexandre Angeli Bortoletto, 48 anos, já tinha sua independência financeira quando escolheu, aos 18 anos, cursar Educação Física, e pagou por seus estudos. Ele pagou também pela segunda graduação, em Administração, quando resolveu tomar as rédeas da empresa que herdou de seu pai. “Ele era um homem muito simples que venceu na vida, criou uma empresa de sucesso e conseguiu melhorar as condições da família”, conta.

É esse legado, de batalhar pelo que se acredita e trabalhar duro, que Alexandre tenta repassar a seus próprios filhos, Beatriz (20 anos), Gabriela (17), Guilherme (14), Carolina (8) e Thiago (7). “Hoje tenho condições de dar uma estrutura melhor a meus filhos. Meu pai, por exemplo, não pôde colocar eu e meus irmãos em uma escola particular”, comenta.

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Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Diferenças
Parte destes ensinamentos que Alexandre quer passar fazem-no admitir que é até mais rígido com seus filhos do que seu pai fora com ele e seus irmãos. “Na verdade, a rigidez era outra na minha época. Tinha que ter um trabalho e buscar estabilidade, mas não tinha tanta preocupação com a segurança ou com as condições financeiras, como hoje. Se tinha um tênis bom, usava. Se estava furado, usava o que tinha”, reflete.

Ele lamenta que o dinheiro tenha se tornado um fator tão decisivo na paternidade. “As pessoas chegam a desistir de ter filhos por não terem dinheiro ou acham que não vale a pena colocar filhos num mundo tão inseguro”, comenta. O empresário reconhece as preocupações como legítimas e admite que também pensa nessas questões, porém conta que sempre desejou ter muitos filhos. “Pelo menos três ou quatro”, diz.

Para ele, o importante é estar aberto à vida. “Na nossa religião, acreditamos que a vida é uma dádiva de Deus e sempre estivemos abertos à Sua vontade”, diz. “O que Ele mandar nós aceitamos com carinho. Não com resignação, mas com amor à família”, diz. Alexandre e a família seguem o Caminho Neocatecumenal, um itinerário de formação cristã-católica.

Nesse aspecto, ele se considera bem mais rígido que o pai. “Sou mais exigente com os estudos e, principalmente, com a formação religiosa”, exemplifica. Seu pai não o criou com muita religiosidade. Era um católico não praticante, mas batizou Alexandre e seus irmãos. “Eu tive a graça de ser escolhido por Deus e ter uma fé mais aprofundada, que passo para meus filhos”, conta.

Para ele, a fé o incentivou a ser um pai mais presente. “Em alguns aspectos, meu pai era um pouco ausente. Mas não o culpo, eram épocas diferentes. Vejo como uma criação mais independente”, adiciona. Ele conta que tanto a Beatriz quando a Gabriela e o Guilherme, que estão na fase de pensar sobre a profissão que querem seguir, buscam sua orientação e de sua esposa sobre o assunto. “Esse tipo de coisa eu já não tive com meu pai. Ele era muito mais reservado, vinha conversar se via que estávamos fazendo algo errado, mas nunca tentou influenciar nossas decisões”, afirma. Alexandre, por outro lado, tenta estar sempre dialogando mais com seus próprios filhos.


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