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Especialista recomenda paciência para acabar com a birra das crianças

GUSTAVO AMORIM | 29/07/2018 | 05:00

“Para de fazer birra!” Você certamente já ouviu ou falou essa frase na vida, seja dos pais para você mesmo ou de algum amigo ou amiga, colega, irmão ou irmã para com os filhos. Ou também falou para o seu primogênito. A birra, entretanto, é um comportamento aprendido, afirma a psicóloga Gabrielle Marques. Segundo ela, “birra é o nome para uma classe de comportamentos (bater, gritar, xingar, chorar, fechar a cara) emitidos em um contexto em que, via de regra, o indivíduo é contrariado”.

E tudo começa quando o ser humano ainda está nos primeiros meses de vida. “O bebê chora e consegue o que quer, como comida, carinho, troca de fralda. Logo, ele aprende que essa atitude (o choro) é uma forma eficaz de conseguir o que deseja e precisa.” Para acabar com os ataques, é preciso paciência e constância.

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Gabrielle, entretanto, aponta que a não aceitação desse comportamento acontece a partir do momento em que a criança começa a crescer. “A medida que essa criança vai se desenvolvendo, os pais começam contrariar o desejo infantil e essa única resposta que a criança tem começa a variar. Ela chorando mais alto, se joga, grita, joga objetos”, explica.

Érika Lopes é mãe de uma menina de 1 ano e 9 meses, a Sophia. Ela conta que uma vez a filha quis comer cinco pães de forma de uma vez. “Eu sei que isso não é normal para um adulto, imagina para uma criança de um ano”, diz. A design de interiores revela que a filha “esperneou” ao ouvir o não da mãe. “Ela rolou por cinco minutos no chão, mas eu mantive a minha firmeza. Não faço todas as vontades da criança”, afirma.

Érika é mãe de três filhas. Para ela, o comportamento infantil não é fácil de lidar. “Se o pai ou a mãe cede várias vezes, a criança cresce achando que pode tudo, e depois se torna um adulto inseguro”, diz. Mas é possível saber até que ponto a birra é normal ou exagero? Gabrielle Marques explica que um parâmetro é quando a criança começa a trazer prejuízos a ela e aos responsáveis. “Se os pais se privam de sair pra não passar apuros com a criança, ou a criança não consegue fazer amizade, por exemplo, há algo errado.

As regras e os limites são indispensáveis para um crescimento saudável. Sem dúvida, o não e a paciência são fundamentais”, diz a especialista. Para ela, a “palavra-chave” para regras e limites bem estabelecidos é a constância. “Seja o sim, sim, e o não, não. Independentemente do humor dos pais , da insistência da criança, ou do ambiente social que eles estão inseridos”.

Foto: Jornal de Jundiaí

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