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Estacionar no Centro vira dilema pelo preço

Guilherme Barros | 03/12/2019 | 05:00

A abertura estendida do comércio até as 22 horas desperta para um assunto que sempre vem à tona no fim do ano. O preço do estacionamento na região central chega a custar até R$ 15 por hora, para veículos de médio porte e também para as vans. O motorista, porém, caça alternativas para fugir dos altos preços e esbarra em um outro dilema: o de deixar o carro na rua sendo olhado por ambulantes, os famosos flanelinhas.

Apesar de o fluxo de pessoas aumentar significativamente a partir de agora, o funcionário de um dos estacionamentos pesquisados pela reportagem não percebe o aumento no fluxo de veículos. “Por haver muitos estacionamentos próximos, a gente acaba não notando um número tão alto na demanda”, diz Edson Roberto de Oliveira funcionário de um estacionamento na rua do Rosário.

De acordo com a pesquisa feita pela reportagem na tarde de ontem, o valor da tarifa de 31 minutos até 1 hora custa R$ 12. Para as demais horas, o preço cobrado é de R$ 8 a cada hora estacionada. Em apenas um dos locais pesquisados, o preço da primeira hora é negociado abaixo de R$ 10. Neste caso um valor promocional convida o usuário a pagar R$ 8.

Por permanecer 1 hora e 11 minutos estacionada em outro local na rua do Rosário, a cabeleireira Josefa Tardivele, moradora de Louveira, pagou R$ 20. “É um absurdo, mas a gente não tem muito o que fazer, porque não tem vaga e corremos o risco de ter o carro furtado. É mais seguro, mas poderia ser mais barato”, comenta.

O engenheiro Paulo Souza também questiona o preço alto dos estacionamentos na região central. “Se deixar na rua e não colocar parquímetro, corro o risco de tomar até multa. Se tenho que dar dinheiro para alguém, que não seja para o governo”, brinca. A multa para quem estaciona e não paga as vagas na zona azul é considerada grave e chega a R$ 195,23.

Uma alternativa para quem não quer pagar estacionamento ou deixar o carro na rua é utilizar os aplicativos de transporte. E os motoristas esperam um aumento da demanda, sobretudo às vésperas das datas festivas. “É a nossa esperança. A maioria das pessoas que vem ao Centro saem de bairros, e os valores médios das corridas são de R$ 10 e R$15”, comenta o condutor de um veículo de aplicativos, Mauro Rocha.

PARQUÍMETROS

O valor da tarifa para quem prefere estacionar na rua é mais em conta. O preço por duas horas de permanência sai a R$ 4 quando se usa os parquímetros. “O problema é que você está sujeito a ação de ambulantes”, lamenta a dona de casa Maria de Lourdes Brandão.

Ainda na rua do Rosário, na região do Fórum de Jundiaí, havia pelo menos três flanelinhas trabalhando no período da tarde. Um deles, que prefere ter sua identidade preservada, cobra de seus clientes até R$ 150 por mês para vigiar os veículos. Ele carregava diversas chaves consigo. “Eu tenho em média uns dez fixos e mais os que param espontaneamente. Nem todo mundo me paga, até porque quem paga pelo dia não tem preço fixo”, comenta.

 


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