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Estado ignora política de saúde elaborada pelo Aglomerado Urbano

bárbara NÓBREGA MANGIERI | 29/06/2018 | 11:45

O Hospital Regional (HR) e a negligência do governo do estado de São Paulo, responsável pela instituição, foram dois pontos bastante criticados durante a audiência pública desta quinta (28), na qual o gestor de Saúde, Tiago Texera, apresentou o relatório de gastos e atendimentos prestados pelo município nos primeiros quatro meses de 2018. Depois de expor detalhes contratuais que provam que o HR deveria funcionar 24h e atender pacientes de toda a Região, o vereador Wagner Ligabó (PPS) chamou a instituição de “hospital de butique”. “Só funciona de segunda a sexta-feira, não tem vaga. Foram realocados R$ 2 milhões do Hospital São Vicente (HSV) para o HR e de lá não sai nada”, criticou. O parlamentar confessou que decidiu se candidatar a vereador motivado a resolver o imbróglio entre os hospitais.

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Tiago continuou as críticas ao expor a negligência do governo estadual com o plano regional de saúde, protocolado pelos sete secretários do Aglomerado Urbano de Jundiaí. “Fizemos um documento com 14 indicações que resumem as necessidades de saúde de Jundiaí e Região para resolver parte do nosso problema e até agora não obtivemos resposta”, afirmou. “Esses R$ 2 milhões poderiam ter sido utilizados para estas necessidades, mas não há sintonia entre os entes federativos”, lamentou.

MELHORIAS
Durante a apresentação do relatório, o gestor de saúde destacou a redução de 54% no número de medidas judiciais contra a prefeitura entre o 1º quadrimestre de 2017 e o de 2018. “Isso não significa que deixamos de atender os munícipes, mas muitos não conhecem a Relação Municipal de Medicamentos (Remume) e entram com uma ação judicial sem saber que aquele remédio já está disponível na rede pública”, justificou. Tiago atribuiu a redução das ações a um sistema de acolhimento criado em parceria com a Defensoria Pública de Jundiaí, que presta um serviço de orientação ao cidadão informando sobre os remédios existentes na Remume.

GARGALOS
O gestor de saúde admitiu que o poder público não consegue contratar profissionais de algumas especialidades, por sua raridade e falta de interesse. “Além disso, devido ao reajuste fiscal os profissionais de saúde não estavam sendo repostos, mas já estamos preenchendo essas vagas”, disse. Segundo o relatório apresentado, a rede de saúde terminou o quadrimestre com 1.238 funcionários. No período, 10 profissionais foram exonerados, oito aposentaram e seis foram contratados.

Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí

Foto: Arquivo/Jornal de Jundiaí


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