Jundiaí

"Eu renasci na Páscoa", diz jundiaiense curado


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Crédito: Reprodução/Internet
Nilton Aparecido de Resende, de 53 anos, responsável por qualidade em uma fábrica, foi diagnosticado com covid-19 no final de março permanecendo internado, inclusive na UTI, por 21 dias, mas na última segunda-feira (13) foi considerado curado e teve alta do hospital. Alegria para ele e para toda a família. “Cada vitória minha foi comemorada pelos funcionários do hospital. Devo minha vida a eles e ao hospital que se adequou para me atender. Eu renasci na Páscoa e agradeço a Deus e à infinita corrente de orações”, diz emocionado. A história de contaminação de Nilton começou no dia 8 de março quando ele e a esposa embarcaram em um cruzeiro pela costa brasileira. Cruzeiro este que ainda está atracado no Porto de Santos, depois de retornar de outra viagem, com dezenas de casos suspeitos de coronavírus, entre passageiros e tripulantes: a tripulação do cruzeiro era formada por asiáticos e italianos. Ele conta que a esposa ficou indisposta e foi diagnosticada com resfriado. “Considero uma negligência termos sido atendidos por um enfermeiro e não pelo médico”, lamenta. O casal desembarcou no Porto de Santos e, mais uma vez, ele percebeu a imprudência da tripulação do cruzeiro. “Em momento algum mediram a temperatura da minha esposa ou perguntaram se ela estava melhor. Parece que a intenção era desembarcar o quanto antes para poderem partir de novo”, afirma. A partir do desembarque o casal foi direto para Jundiaí e a esposa não demonstrou melhora. Fomos ao Hospital Paulo Sacramento e ela foi diagnosticada com um resfriado forte. Ele fala ainda que no dia seguinte (15) ele mesmo começou a passar mal e também precisou de uma consulta. Medicado, voltou para casa e trabalhou normalmente no dia seguinte. “No dia 17 eu voltei ao hospital porque a minha tosse aumentou e a dor no corpo não cessava. Foi tirada uma radiografia que não mostrava irregularidade”. No entanto, Resende não sentiu melhora e no dia 20 retornou ao médico e foi diagnosticado com covid-19. “Retornei, conforme solicitado pelo médico e foram solicitadas tomografias para mim e para a minha esposa. Foi solicitado um exame de coronavírus para a minha esposa, mas para mim não precisou porque o diagnóstico veio pela imagem feita”, diz Nilton que depois disso foi encaminhado para o isolamento residencial. LIBERADO Na tarde do dia 22, Resende teve a primeira crise respiratória e voltou ao hospital, mas foi liberado depois de exames. Dois dias depois, a dificuldade para respirar se intensificou e, após nova tomografia, constataram uma piora no quadro. “Os médicos decidiram me internar no Paulo Sacramento”, fala. A filha de Nilton, Gabriela Silva Resende, de 26 anos, acompanhou o pai durante todo o tempo e conta que no dia 27 ele foi entubado porque estava com a respiração muito fraca. “Além do pulmão, outros órgãos também foram comprometidos por conta da quantidade de medicamentos utilizados e também da agressividade do vírus”, conta Gabriela. Nilton ficou entubado por 11 dias e, assim que respondeu bem ao tratamento, foi ao quarto. “Ele estava com confusão mental, mas foi melhorando aos poucos”, diz a filha. Ele conta também que os médicos se comunicavam sempre com ex-professores de medicina que estão atuando em São Paulo e foram informados de que a confusão mental acontece com todos os pacientes que saem da UTI depois de internação. Após a alta médica Resende continuará em casa com sessões de fisioterapia e de fonoaudiologia, principalmente para a melhora da respiração. “Desde o dia 10, quando saí da UTI, não preciso mais de nenhum meio artificial para respirar. Medicação só para a dor muscular”, comemora.

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